16 ago 2024 | Notícias

O Fiec Summit 2024, que aconteceu nos dias 12 e 13 de agosto, chegou ao fim com palestras sobre três temas que estão no centro das discussões atuais sobre a transição energética: a regulação do hidrogênio verde, as práticas ESG e o mercado de carbono. O evento é realizado pela Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI).
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O painel “Regulação e certificação nacional e mundial do Hidrogênio Verde” reuniu Ricardo Gedra, gerente de Análise e Informações na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE); Tudor Constantinescu, assessor principal da Diretoria Geral de Energia da União Europeia; e Roulien Paiva Vieira, diretor de Sustentabilidade e Investimentos Verdes da Magna Capital.

O momento contou com mediação de Monica Panik, consultora internacional da Fiec, e focou no que, pera ela, é “um dos mais importantes temas a serem discutidos no setor de hidrogênio verde”. Durante o painel, Ricardo Gedra trouxe ao público as principais novidades quanto à certificação de H2V no contexto doméstico e de exportação, focando na pré-certificação de hidrogênio para empresas.
Por sua vez, Roulien Paiva Vieira ressaltou que o Brasil não pode deixar de olhar para outros mercados na construção da cadeia de hidrogênio de baixo carbono. “É interessante conhecermos quem são os nossos parceiros e onde eles estão porque vamos ter que conversar com eles. Temos apoiadores nos BRICS com os quais vale muito a pena trabalhar também”, pontuou.
Participando do evento de forma virtual, Tudor Constantinescu palestrou e explicou sobre o cenário da União Europeia quanto à política de hidrogênio verde. De acordo com o especialista, o hidrogênio de baixo carbono caminha para tornar-se uma commodity mundial, enquanto a política europeia vem avançando em consonância a isso nos últimos anos.
O segundo painel da tarde do segundo dia de Fiec Summit 2024 trouxe os casos de sucesso de três empresas certificadas pelo Núcleo ESG-Fiec: Durametal, Qair Brasil e Cerbras. Sob a orientação do programa, as três empresas conseguiram o “triple A”, classificação máxima da certificação nas três categorias que compõem o ESG: meio ambiente, social e governança.
Gustavo Silva, diretor de operações da Qair Brasil, Camila Freitas, supervisora de Meio Ambiente da Cerbras, e Victor Praça, diretor industrial da Durametal, sob a mediação de Alcilea Farias, coordenadora do Núcleo ESG da Fiec, falaram sobre a certificação como um diferencial, tanto para empresas com iniciativas incipientes, quanto as que já possuem políticas socioambientais.
O último painel contou com mediação de Laiz Hérida, fundadora e CEO da HL Soluções Ambientais, e focou no mercado de carbono, dando ênfase ao hidrogênio verde. Fernando Giachini Lopes, diretor-executivo e fundador do Instituto Totum, destacou o papel dos créditos de carbono como uma solução viável e imediata para as empresas enquanto a produção de hidrogênio verde se estabelece.
Carlos Prado, 1º vice-presidente da Fiec, concluiu o Fiec Summit 2024 refletindo sobre a trajetória e o impacto do evento no Ceará. A primeira edição, realizada em 2022, discutiu o hidrogênio verde e as energias renováveis quando o tema ainda parecia distante da realidade. Hoje, ele pauta discussões sobre o futuro do estado e do país e se traduz também em concretização de investimentos.
“O primeiro evento foi como um sonho, tratando do tema sem que muitos acreditassem nele. O segundo já começou a mostrar algumas rotas a serem seguidas. E neste terceiro, a gente completa o ciclo a que se propôs a Federação das indústrias”, ressaltou Carlos, que também falou que o objetivo da Fiec é integrar cada vez mais a indústria nas discussões sobre transição energética e descarbonização.