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Ceará está um passo à frente no futuro sustentável

20 dez 2024 | Notícias

Por Redação

Estado tem depontado como referência nacional na produção de hidrogênio verde,
impulsionando a economia e a sustentabilidade

Hidrogênio Verde (Foto: Divulgação/SDE)

Parte da emergência climática que o mundo está vivendo é consequência da concentração de carbono na atmosfera. Algumas iniciativas tentam frear ou de fato retroceder esse prejuízo – é o caso das energias sustentáveis. No Ceará, a produção de hidrogênio verde em escala piloto desde 2022 faz com que o estado desponte como um pólo emergente em prol da descarbonização do planeta. Isso porque, diferente do hidrogênio convencional (H₂), o hidrogênio verde (H₂V) é produzido através da eletrólise da água utilizando energia renovável, sem emissões de CO₂.

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Criado em 2021 sob o governo de Camilo Santana, em parceria com o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, Universidade Federal do Ceará (UFC) e Federaçãoo das Indústrias (Fiec), o Hub de Hidrogênio Verde faz com que o Ceará se posicione como um dos líderes na transição energética do paés. A iniciativa, além de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, eleva a economia local.

Brígida Miola, coordenadora de Energias Renováveis e Hidrogênio Verde da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) do Ceará, explica que o mundo está passando por uma transição energética – mudando não somente o consumo de energia, mas também o estilo de produção e distribuição, deixando de utilizar combustíveis fósseis e aderindo às fontes de energias renováveis.

Hidrogênio Verde (Foto: Divulgação/SDE)

“Diversas empresas tiveram interesse em se instalar no estado, destacando o Ceará no cenário internacional de produção de hidrogênio verde e aproveitando nossas potencialidades em energias renováveis”, pontua Brígida, que também é doutora em Ciências Ambientais.

Estado promissor

De acordo com Brígida, há pontos favoráveis e promissores para o Ceará ir além na produção de energia sustentável, como o próprio Complexo do Pecém e a proximidade com países que são potenciais consumidores dessa energia limpa.

O fato do estado já ter grandepotencial na produção de energia solar e eólica também é favorável, porque incentiva a complementaridade das energias renováveis. “Algumas regiões do estado possuem o que chamamos de fator de complementaridade diária, ou seja, quando a energia eólica está em seu mínimo de produção, temos um pico de produção em energia solar e vice-versa. Além disso, teremos também o desenvolvimento da energia eólica offshore, isso faz com que tenhamos um aumento da capacidade de produção de energia renovável e, consequentemente, de hidrogênio verde.”

Hidrogênio Verde (Foto: Divulgação/SDE)

A especialista ainda explica que o hidrog.nio verde pode ser utilizado para vários fins além da produção de energia, como a produção de outros tipos de biocombustíveis.

A Confedera..o Nacional da Indústria (CNI) estima que o desenvolvimento dos projetos de hidrogênio verde no Nordeste pode gerar mais de 30 mil novos empregos diretos e indiretos nos próximos anos. Atualmente, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém já tem pré-contratos com seis empresas para aprodução de hidrogênio verde. Essas organizações estão em processo de licenciamento ambiental.

“Os investimentos anunciados por essas empresas somam aproximadamente US$ 30 bilhões de dólares, com capacidade projetada de 10,7 gigawatts de energia. Neste ano, o Ceará venceu um leilão de linhas de transmissão, garantindo R$ 2,6 bilhões para a expansão da infraestrutura necessária para o Hub, o que deve gerar mais de 4 mil empregos até 2029 [no Ceará] apenas nesta área”, destaca.

Veja a matéria também na 29ª edição digital da Revista MT.

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