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Festival Nordestesse em São Paulo celebra arte popular e o artesanato

22 ago 2025 | Moda

Por Andrynne Carneiro

A 7ª edição do festival traz seção de artesanato contendo uma curadoria de peças
de mestres da da arte popular garimpadas em três estados do Nordeste.
Foram selecionadas marcas de moda de 12 estilistas distribuídos em cinco estados nordestinos (foto: Divulgação)

O Festival Nordestesse na Pinga Store, em São Paulo , teve início nessa quarta-feira (20) e  trouxe duas novidades para a sua 7ª edição. A principal é uma seção de artesanato contendo peças de mestres da da arte popular que foram garimpadas nas regiões de Pernambuco, do Cariri (Ceará) e da Ilha de Ferro em Alagoas. A segunda é que hoje (22) as clientes da Pinga terão a chance de fazer pedidos customizados para as peças com bordados e para os patchworks da estilista Adriana Meira.

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“Nossa ideia é reforçar como o trabalho artesanal é sinônimo de luxo brasileiro, não só pela execução primorosa de tantas bordadeiras e renderias, mas também pelo caráter exclusivo, já que no feito à mão uma peça nunca é igual à outra.”, diz Daniela Falcão, fundadora da Nordestesse. 

Foram selecionadas marcas de moda de 12 estilistas distribuídos em cinco estados nordestinosAlagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte -. A Studio Orla, marca cearense, a baiana Adriana Meira, a pernambucana Juliana Santos e o potiguar George Azevedo estarão de volta nesta edição como nomes consagrados e com um público fiel em São Paulo.

O bordado e o artesanato são carros-chefe nessa edição do festival (Foto: Divulação)

Na curadoria de moda, a novidade é o protagonismo de marcas que têm no bordado seu carro-chefe, como as cearenses Jô de Paula e Cândida Artesanal e a alagoana Alina Amaral. Joana de Paula é carioca mas foi radicada em Fortaleza e trabalhou em grandes marcas como Maria Bonita, Cantão e Animale e foi uma das sócias-fundadoras da Catarina Mina.

A marca que leva seu nome, criada em 2014,  trabalha com linho, algodão orgânico, cambraia e seda. Os tecidos são delicadamente bordados à mão por artesãs cearenses, incluindo labirinteiras e rendeiras de filé. 

Já a alagoana Alina Amaral, conhecida por desconstruir o bordado tradicional misturando elementos da cultura popular a formas contemporâneas, lança na Pinga uma coleção inspirada na médica alagoana Nise da Silveira, grande nome da luta antimanicomial no Brasil. 

Completa o trio a também cearense Cândida Lopes, que além de camisas e batas bordadas com frases pontilhadas, santos e orixás, cria delicados escapulários bordados e emolduradas em prata de lei.

Os escapulários são bordados a mão e emolduradas em prata de lei (Foto: Divulgação)

O festival tem outra atração inédita: uma exposição com os quadros dos artistas neurodivergentes que fazem parte da curadoria da marca mineiro-baiana Almacor, cujas peças são todas estampadas a partir das obras de jovens artistas com deficiências como paralisia cerebral, autismo e síndrome de Down. O Nordestesse acontece até o dia 5 de setembro.

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