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DFB 2026: Casa Aika e David Lee encantam em primeiro dia de desfiles

10 jun 2026 | Galerias

Por Redação

Abertura de 27ª edição do evento contou ainda com apresentações de Mancuda,
100% CeArt, Almir França e de universitários no Concurso dos Novos
Desfile David Lee (Foto: Eri Nunes)

O primeiro dia de DFB Festival 2026 começou a todo vapor, recebendo estreantes e veteranos na noite da última terça-feira (10), além da primeira leva de desfiles do Concurso dos Novos. Nas passarelas, 100% CeArt, Almir França x Enel, Casa Aika, Mancuda e David Lee, que trouxeram coleções com movimento, maestria técnica e muita informação de moda.

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Jô de Paula apresenta coleção ‘Pedaços de Mim’ na passarela do DFB Festival 2026 

Abrindo os trabalhos do festival, o diretor Claudio Silveira ressaltou a importância da moda autoral como motor de inovação para a indústria a nível local e nacional. “É para isso que existe e resiste o DFB Festival. Para a gente continuar gritando com respeito e lutando em nome da moda autoral, porque é dela que a indústria se renova, é a partir dela que o mercado se oxigena. É por causa dela que o Brasil tem sempre novos motivos de se orgulhar”, disse.

Na audiência, autoridades e representantes de empresas parceiras, como a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriela Aguiar; o secretário do Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro; a secretária da Cultura do Ceará, Gecíola Fonseca; a secretária do Turismo de Fortaleza, Denise Carrá; a coordenadora de Comunicação da Enel Ceará, Patrícia Varela; e a superintendente do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Camila Rodrigues.

Concurso dos Novos

No primeiro dia de competição, equipes de quatro instituições de ensino superior desfilaram suas criações: Ateneu, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Universidade Federal do Cariri (UFCA). Como tema, a Praia de Iracema, celebrada por sua boemia, resistência e importância simbólica para Fortaleza. O resultado foram coleções marcadas por tipologias artesanais, materiais inusitados e paletas tropicais.

Estreantes: Casa Aika e Mancuda

Com produção de Marcos Maciel e André Barroso, a Casa Aika levou à passarela a coleção “Bença”, uma homenagem às mulheres que marcaram a trajetória pessoal e profissional de Maciel. Entre afetosensinamentos e heranças que ajudaram a moldar sua visão criativa ao longo da carreira, o desfile construiu um manifesto estético marcado pela força, pela sensualidade e pela delicadeza das figuras femininas.

Desfile Casa Aika (Foto: Eri Nunes)

À frente da Mancuda, a dupla Carll Souza e Nair Beatriz levou a coleção ‘Favelawear’ em um desfile cheio de personalidade e ousadia. Desconstruindo o familiar sem perder o vínculo com o próprio território, a marca explorou texturas, silhuetas e elementos que conversam com a ideia de um futurismo cearense. A trilha sonora produzida por Fixter e o momento de voguing na passarela fizeram do desfile um dos mais memoráveis do festival.

Veteranos: 100% CeArt, Almir França e David Lee

Com direção criativa de Jô de Paula e assistência de Roberta Sales, a 100% CeArt retornou às passarelas do DFB Festival, continuando a missão de mostrar a maestria técnica de artesãos de várias partes do estado. Ao longo de quase 30 looks, a marca-projeto trouxe diferentes tipologias artesanais, celebrando a potência do artesanato cearense e seu papel de destaque na moda brasileira.

Dando continuidade ao projeto da Enel que utiliza a moda como ferramenta de reflexão, o cearense Almir França transformou uniformes utilizados por eletricistas da companhia em obras de arte vestíveis, tirando inspiração dos ‘Parangolés’, conjunto de obras do artista Hélio Oiticica, conhecido por colocar o corpo no centro de seu trabalho. Por meio da forma, do volume e da pintura têxtil, o estilista fez mais um desfile vanguardista e sustentável.

David Lee, em parceria com a marca de acessórios The Morais, apresentou a coleção ‘Ofertório’, numa reinterpretação de símbolos, festejos e referências do sertão nordestino com tipologias artesanais caras ao estilista, como bordados e crochês, além de peças em couro trabalhado feitas pelo artista André Cardoso, do Crato. Brincando com contrastes, volumes e texturas, a marca a mostra que a criatividade nordestina “não é recreativa, é genuína”, como afirmou o estilista nas redes sociais, em prévia da coleção.

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