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Hand Lace transforma memórias do Ceará em moda autoral

2 set 2026 | Moda

Por Redação

A marca das irmãs Edina e Erica Moreira transforma referências
afetivas e técnicas de modelagem em uma linguagem própria
(Foto: Luís Morais)

Antes de ganhar espaço em passarelas, vestir artistas e consolidar uma identidade própria na moda autoral, a Hand Lace surgiu de um cenário distante do glamour. A história da marca começa em Recanto, distrito de Irapuan Pinheiro, no Sertão Central cearense, onde as irmãs Edina e Erica Moreira cresceram cercadas por vivências que, anos depois, seriam transformadas em matéria-prima criativa.

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Quem observa as coleções da Hand Lace encontra elementos do interior ao litoral do Ceará. Eles surgem, porém, longe dos clichês. Há uma delicadeza que traduz lembranças, texturas e sensações em formas, volumes e construções sofisticadas. O resultado é uma estética que equilibra memória afetiva e contemporaneidade.

(Foto: Luís Morais)

Por trás dessa linguagem existe uma trajetória marcada pela observação e pelo fazer manual. “Meu primeiro contato com a costura e com a confecção veio através da minha bisavó. Ela costurava peças masculinas sob encomenda e, desde muito pequena, eu ficava ao lado dela observando tudo”, diz Edina Moreira, cofundadora e diretora criativa da Hand Lace.

Aos 14 anos, ela mudou-se sozinha para Fortaleza em busca de trabalho. Passou por diferentes funções na indústria de confecção, do acabamento à modelagem. A vivência ajudou a formar um olhar técnico singular. A modelagem tornou-se o centro de seu processo criativo e, posteriormente, o alicerce da Hand Lace. “Eu queria criar através da construção. Queria que a criação nascesse da modelagem, da moulage, do tecido no corpo, das experimentações e dos erros também”, afirma.

Essa visão já marcou passagens emblemáticas pelo DFB Festival. Vestidos inspirados em potes de barro, na chegada da chuva e até em uma cadeira de balanço da infância revelam a capacidade da marca de transformar lembranças íntimas em narrativas universais. “O sertão e o litoral aparecem muito mais como linguagem sensível do que como um elemento estético óbvio”, comenta.

Leia a matéria completa na Revista MT.

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