17 set 2026 | Moda

Entre os dias 24 e 27 de setembro de 2026, a estilista Gabriela Fiuza cruza o Atlântico, ao lado de outras 25 brands brasileiras, para acompanhar pessoalmente a estreia de sua marca na WHITE Milano, um dos salões de negócios mais prestigiados e referência internacional em prêt-à-porter contemporâneo, da Semana de Moda de Milão. Há três anos, o radar da Associação Brasileira de Estilistas (Abest) captava o potencial de exportação da grife cearense, que vem traduzindo a essência da moda lenta e do empreendedorismo feminino no Estado.
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“Nós fomos identificados como uma marca que tem esse perfil de exportação, produto diferenciado e tudo mais. E aí, há mais ou menos três anos começou esse contato. Ano passado nós participamos da feira pela primeira vez, só que de uma forma um pouco mais despretensiosa, digamos assim. Eu não fui, só as roupas que foram”, explica a designer.
O retorno à Milão vem acompanhado de uma curadoria cirúrgica, com peças (em sua maioria) exclusivas, construídas a partir do feedback dos compradores europeus. “O linho precisa ser leve, então trabalhamos com uma gramatura mais fina do que o que usamos no Brasil”, explica Gabriela.
No universo dos crochês, a adaptação exigiu repensar tramas para garantir leveza visual e sensorial. A solução foi abolir os forros pesados comuns no mercado nacional e apostar em uma narrativa com nove peças em tecido e dezessete criações em crochê, focadas em flores e franjas. Algumas das peças já foram vistas na coleção de alto verão da grife, as demais foram pensadas exclusivamente para o evento.
Com a intenção de expandir o mercado, Gabriel Fiuza aproveita a oportunidade para capturar os olhares dos consumidores estrangeiros para a marca. “A maior expectativa é de finalmente conseguir abrir o mercado europeu. Na nossa primeira participação foi mais despretensiosa. A gente foi, colheu feedbacks e, dessa vez, a gente realmente tá indo com muita intenção, com um produto pensado para o mercado. Eu também estou indo para acompanhar [de perto] o cliente”, explica.
Viabilizada pelo programa Fashion Label Brasil — parceria entre Abest e ApexBrasil —, a empreitada também conta com o suporte estratégico da Círculo, fabricante dos fios de crochê usados por Gabriela Fiuza. Para a criadora, que cresceu acompanhando as idas dos pais a Milão e guarda forte conexão afetiva com a cidade, a expectativa vai muito além da vitrine comercial. “Também quero usar esses dias para ampliar meu repertório, ver arte, arquitetura e design. Então, eu realmente me identifico muito com a cidade, gosto muito. E ter essa estreia internacional lá, tem um gostinho diferente, é especial”, conclui.