18 nov 2025 | Entretenimento

O Museu da Cultura Cearense (MCC), localizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, reabre suas portas após dois meses de manutenção. O equipamento faz parte da Rede Pública de Espaços e Equipamentos Culturais do Ceará (Rece), vinculado à Secult Ceará e é gerido em parceria com o Instituto Dragão do Mar. A programação de reabertura do espaço será marcada pela mostra da exposição “QUILOMBOLAS: Tecendo Territórios de Liberdade”, que terá início no dia 29 de novembro, a partir das 16h.
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“Mais que uma mostra, a exposição se afirma como ato político e pedagógico, uma inscrição pública da presença quilombola no imaginário coletivo e uma devolutiva da pesquisa para o território – do museu para o povo”, explica Cícera Barbosa, uma das curadoras da exposição.

Durante o evento lideranças quilombolas irão protagonizar falas abertas, além disso irão acontecer rodas de conversa, apresentações artísticas, discotecagem e visita guiada com a curadoria. Outro ponto relevante é que terão a presença de mais de 20 representantes de territórios quilombolas do Ceará, destacando o caráter coletivo e participativo da mostra. A programação é gratuita e aberta ao público.
A curadoria da exposição ficou por conta de Cícera Barbosa, Joseli Cordeiro e João do Cumbe — sendo Joseli Cordeiro e João do Cumbe curadores quilombolas que trazem suas vivências e saberes para a construção da mostra — e conta com um acervo de mais de 150 itens, entre objetos, fotografias, sons e frases. A exposição também integra a programação do Festival Afrocearensidades, promovido pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Igualdade Racial (Seir) e da Secretaria da Cultura (Secult Ceará).
“Ao reunir histórias, imagens e presenças quilombolas, a exposição inaugura uma outra narrativa de modernidade: aquela que não nega a tradição, mas a reinscreve como força criadora, convocando o público a ver os quilombos não como vestígios do passado, mas como laboratórios de futuro. O quilombo não é refúgio de passado, é projeto de mundo”, destaca Cícera Barbosa.
A mostra contrapõe-se à ideia de quilombo apenas como espaço de refúgio do passado, apresentando-o como um projeto de mundo vivo, pulsante e em constante construção coletiva, narrado por 137 agrupamentos espalhados por todas as regiões do Ceará.