Se formos fazer um passeio pela história artística do Ceará, é inevitável entrar no universo de Fideralina Correia de Amora Maciel (1906-2002), conhecida no meio cultural como Sinhá D’Amora. A frente do seu tempo, D’Amora fez muito pela arte do Estado, oferecendo uma visão revolucionária nos trabalhos que produziu ao longo dos anos.

Desde setembro de 2013, a Prefeitura de Fortaleza tinha todo o acervo da artista guardado, inclusive, doado pela própria. Através de um projeto de revitalização comandado pelo Curso de Conservação e Restauração de Bens Patrimoniais Móveis Integrados, promovido a partir de parceria entre a Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor), o Instituto Cultural Iracema (ICI) e a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho, 13 importantes obras da pintora ganharam nova vida e estão prontas para serem novamente expostas ao grande público.

Dodora Guimarães e João Jorge Melo

E foi em uma noite repleta de beleza e nostalgia que a exposição “Memorial Sinhá D’Amora” foi aberta em um dos espaços mais icônicos de Fortaleza: o Centro Cultural Casa do Barão de Camocim. Com curadoria assinada por Antônio Vieira, a mostra, com duração que deve seguir entre 1 e 3 anos, reafirma a importância de Sinhá D’Amora, com 60 medalhas, dez troféus, seis placas, 98 diplomas e dois álbuns, além, é claro, das 13 telas restauradas, que, segundo Antônio, impressionam pelo caráter atemporal. Repleto de personalidades importantes, a vernissage movimentou a noite fortalezense e o Site MT, traz o registro completo.

O Secretário de Cultura do Estado, Fabiano Piúba, esteve presente

Fotos: Kleber Gonçalves