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Coletivo Sol para Mulheres apresenta exposição e fotolivro com imagens do isolamento

28 mar 2021 | NOTÍCIAS

Por Redação

O uso da própria arte para compartilhar as angústias e aliviar os medos e as ansiedades foi o propósito das fotógrafas do projeto Sol para Mulheres, criado pela Imagem Brasil Galeria. Durante o isolamento social mais rígido devido à pandemia da Covid-19, as artistas do coletivo decidiram produzir fotos por quarenta dias, entre os meses de março e maio de 2020. Além disso, nos seis meses seguintes, elas também buscaram  relatar, em fotos, como enxergam esse novo cotidiano. As fotografias que emergiram desses dois processos criativos transformam-se no projeto “Viver 2020”, que pode ser conferido através de uma exposição virtual e um fotolivro. 

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Conheça a história do projeto Sol para Mulheres

Criado em 2019, pela Imagem Brasil Galeria, o projeto Sol para Mulheres surgiu com o intuito incentivar o trabalho de artistas (Foto: Arquivo Pessoal)

O projeto “Viver 2020” teve o lançamento online pelo Zoom, com participação das integrantes do coletivo e da coordenadora e curadora Patrícia Veloso. A exposição virtual apresenta ao público uma mostra com 45 trabalhos, por curadoria de Patríca e Waléria Américo. Já o fotolivro compila o desafio de quarenta dias de 49 fotógrafas do coletivo, intitulado “40 dias de imagens x 49 mulheres”. A exposição e o fotolivro podem ser visualizados no site da galeria

O fotolivro apresenta o desafio de quarenta dias de 49 fotógrafas do coletivo, intitulado “40 dias de imagens x 49 mulheres” (Foto: Luciana Otoch)

“A curadoria teve o objetivo de criar um diálogo para as diversas formas de interpretar o olhar coletivo dentro da exposição, o momento que atravessa todas elas. Nós abandonamos, na curadoria, um pouco a ideia dos desafios. Não as imagens, definidas em um tempo cronológico, mas no sentido de criar diálogos, expressões pelas imagens.  Na exposição, é possível ver os dois momentos: os seis meses e os quarenta dias, mas as imagens não têm uma proposta de leitura visual comum, elas perdem a identidade de autoria e passam a compor um olhar para o momento”, ressalta Patrícia Veloso. 

Durante o isolamento social mais rígido, a vontade de se expressar e produzir fotos permaneceram (Foto: Karine Gallas)

As fotografias apresentadas nos fotolivro e na exposição são de autoria de Dhara Sena, Elaina Forte, Denise Luz, Lívia Carneiro, Mariana Parente, Cis Ferreira, Lara Veloso, Karine Gallas, Denise Marçal, Gabriela Dantas, Tatiana Tavares, Priscila Gomes, Luciana Otoch, Delfina Rocha, Marcella Elias, Andrea Peixoto, Rafaela Silva, Lia Ciarlini, Camila Oliveira, Sayara Bezerra, Isabelle Montenegro, Sabrina Moura, Rafa Eleutério, Beatriz Bley, Lívia Carneiro, Juliana Lima, Sheila Oliveira, Natalia Gondim, Talita Sales, Alice Frota, Natalia Rocha, Vitória Lima, Marília Camelo, Mariana Maia.

O projeto “Viver 2020” tem apoio da Secretaria Estadual da Cultura, através do Fundo Estadual da Cultura, com recursos provenientes da Lei Aldir Blanc.

Durante esse momento difícil e incerto da pandemia, a experiência com coletivo foi muito importante para Sabrina Moura (Foto: Sabrina Moura)

Novos projetos

Após o fim dos quarenta dias que delimitou o desafio fotográfico que guia a exposição e o fotolivro, 18 participantes do grupo permaneceram com o exercício de criação livre e buscaram relatar como enxergam esse novo cotidiano, “o novo normal”. Durante seis meses, as fotógrafas fizeram ensaios com o objetivo de retratar, em fotos, o mundo durante a pandemia da Covid-19. 

“Eu coordeno o grupo ‘Sol para Mulheres’ e, desde 2019, nós temos, de alguma forma, motivado e incentivado as mulheres a serem produtivas, a utilizarem a fotografia como forma de transformação artística. E, nesse momento que se instalou, foi uma forma de provocá-las a expressar pela arte o que estavam passando, a partir das emoções pessoais de cada uma”, comenta Patrícia Veloso.

Um ano depois do início dos desafios fotográficos, algumas mulheres do coletivo estão conversando para um novo projeto sobre a quarentena, principalmente, após o novo decreto de isolamento social mais rígido no Ceará, em março deste ano.

“A fotografia nos fortaleceu naquele momento, nos uniu, foi uma forma de afeto. As fotos são íntimas, mostram o corpo, a casa, os familiares, as coisas que a gente ama. Teve muita troca com esse projeto. Nesta semana, conversamos para uma nova proposta, após um ano depois da primeira. O novo projeto não vai ser com desafios, terão temas direcionados. Teremos dois meses para realizar um ensaio fotográfico”, conta a curadora sobre o novo projeto.

Entre os temas propostos estão: “memórias de um tema sem prazo” e “espaços vazios sem mim”.

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