Dia 13 de novembro é o Dia Mundial da Gentileza. Tempo de celebrar os pequenos e grandes gestos que fazem a diferença e valorizam a propagação do bem. Pensando nisso, a Equipe MT conversou com três pessoas que a utilizam como motor transformador e protagonizam lindas histórias de caridade e doação. Confira:

Padre Eugênio e o Anjos do Natal

Padre Eugênio e Márcia Travessoni na edição de 2017 do Anjos do Natal / Foto: Roni Vasconcelos

Ao lado de Márcia Travessoni e Fernando Travessoni, Padre Eugênio compõe o time de organizadores do Concerto Solidário Anjos do Natal. O evento, que é aberto ao público e tem sua segunda edição marcada para o dia 25 de novembro, arrecada milhares de cestas básicas para instituições de caridade. Além de ajudar ao próximo, os participantes ainda poderão curtir, na quadra do Colégio Santo Inácio, os shows de Marcos Lessa, Nando Cordel, Paulo José, Waldonys, David Valente, Alexandre Fonseca e Lia Veras.

Para o sacerdote, que em 2017 comemorou o recebimento de mais de 2 mil cestas básicas no evento, a gentileza e a solidariedade são ações divinas e complementares. “Elas nos ensinam que viver é criar pontes de amor e doação. Nos ajudam a descobrir que grande é aquele que serve, ama e se doa”, explica. “Nenhum gesto de doação, o mais simples que seja, passa despercebida pelo coração de Deus. O mundo, nossa cidade, nossos relacionamentos sempre são melhores quando colocamos a partilha como uma de nossas prioridades”.

Dani Gondim e o Instituto Povo do Mar (IPOM)

Dani Gondim ao lado das crianças beneficiadas pelo IPOM / Foto: Reprodução/Instagram

Voluntária do IPOM há 4 anos, instituto que trabalha para construir um futuro sustentável para as comunidades do Titanzinho, da Praia do Futuro, do Caça e Pesca e seus entornos, Dani Gondim resolveu comemorar o Dia das Crianças de 2018 de um jeito diferente: em parceria com o Beach Park, a atriz levou 400 crianças e adolescentes de 5 a 17 anos para brincar durante todo o dia no espaço. “Minha motivação foi realizar o sonho dessas crianças. Todos nós já tivemos o sonho de ir ao Beach Park e com elas não era diferente, todas desejavam conhecer os brinquedos e se divertir lá dentro. Eu queria ver o sorriso delas, a alegria delas ao comemorar essa data dessa forma”, conta.

Para Dani, a importância desse tipo de ação perdura, indo sempre além de uma comemoração momentânea. “Existe a felicidade por alcançar uma visibilidade maior para o projeto. Quanto mais gente fala sobre, mais oportunidades de apoio aparecem, e mais credibilizado é o nosso trabalho”, explica.

Em 2019, o Instituto Povo do Mar quer ampliar o atendimento de 420 para 500 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Além disso, tem planos de fornecer duas refeições em cada turno de atendimento e lançar a Marca do Negócio Social do IPOM. Para os organizadores, o dia da gentileza é todo dia.

Crianças e equipe do IPOM celebrando o Dia das Crianças no Beach Park / Foto: Reprodução/Instagram

Niedja Bezerra e as borboletas do Panápaná

Niedja Bezerra, criadora do grupo Pananápaná / Foto: Fernando Travessoni

Há alguns anos, Niedja estava em uma fase produtiva e tranquila de sua vida quando se deparou com uma difícil surpresa: estava com câncer linfático. Após o choque da notícia, a médica tranquilizou as pessoas que estavam em sua volta dizendo que iria atravessar um deserto, mas em breve alcançaria um oásis com arco-íris e borboletas. Foram as borboletas, no entanto, que a cercaram de amor durante os momentos mais sombrios e as partes mais difíceis da jornada. Cerca de 50 amigas se mantiveram diariamente por perto, oferecendo apoio, carinho e orações.

Da experiência vitoriosa, que chegou ao fim com a sua cura, surgiu o Panápaná. O grupo, cujo nome foi escolhido por ser o coletivo de “borboletas”, leva o mesmo cuidado recebido por Niedja ao Grupo de Apoio a Pacientes Onco-hematológicos do Estado do Ceará (Gapo).

No local, que hoje tem espaço físico graças a mobilização da médica e suas amigas, elas oferecem carinho e muitas gentilezas aos pacientes que estão sendo submetidos ao tratamento quimioterápico. “Minhas companheiras acolheram um problema que não era delas, era meu, e conseguiram amenizar aquele momento tão difícil pelo qual eu estava passando. Essa experiência me fez ver de perto a importância das pessoas que semeiam boas ações através da gentileza e da solidariedade, e como era importante que aquilo perdurasse. Juntos somos capazes de criar uma grande corrente do bem. Eu sozinha não consigo alcançar e ajudar a todo mundo, mas em grupo é muito mais fácil”, conta.

Grupo Panápaná reunido em 2016, comemorando a construção da sede física do GAPO / Foto: Reprodução/Instagram