bikiny_society
Paula Pinto orgulhosa na sua loja

Não dá pra dizer que a Bikiny Society é uma marca veterana no mercado. Estaríamos mentindo. Mas é inegável o poder que ela conquistou em tão pouco tempo no Ceará. Comandada pela impecável Paula Pinto, a Bikiny começou a carreira fora do País e hoje é uma importante vitrine do trabalho nacional em solos estrangeiros. “A marca está na Europa há 3 anos. Era mais do que justo termos nossa loja aqui, afinal, as peças sempre foram produzidas no Ceará e levadas pra fora do País com o DNA nordestino”, Paula fala orgulhosa sobre seu beachwear deluxe. E, de fato, o caminho foi bem natural pra ela. A loja localizada na Av. Monsenhor Bruno respira totalmente o mood da marca. “Quando eu achei esse lugar, foi um sonho. Uma casa com essa arquitetura, vintage, toda branquinha, com jardim tropical na frente. Tinha tudo a ver com o nosso conceito. Eu batalhei, a gente mudou tudo, porque não tinha nada a ver com isso aqui. Hoje até a fábrica é toda aqui”.

Outro ponto interessantíssimo da Bikiny é que, além da moda praia superconceituada, Paula traz de suas viagens itens que têm tudo a ver com seu lifestyle. E, detalhe, coloca tudo à venda. “Quando eu montei a loja aqui, pensei em trazer o melhor do mundo, das coisas que eu vejo, nas minhas viagens, que também é muito onde eu me inspiro para fazer as coleções”. No espaço, é possível encontrar alpargatas, colares, brincos feitos em cerâmica, livros e até objetos de decoração.

bikiny_society4

Paula divide seu coração entre o Brasil, Portugal e a Suíça. E nesse seu rasante pela terra do sol, a Equipe MT aproveitou pra bater esse papo descontraído e cheio de conteúdo com ela. No restante da entrevista, Paula comenta sobre a padronização das peças de beachwear, a diferença entre o consumidor brasileiro e o estrangeiro e a evolução pela qual a moda praia mundial tem passado nos últimos anos.

** A gente percebe que a Bikiny Society é seu reflexo. É assim mesmo que a marca funciona?

É um reflexo meu bem melhorado, vamos dizer assim. Eu sempre tive essa filosofia de querer fazer uma coisa diferente, porque aqui em Fortaleza, eu sinto que as pessoas querem muito ser iguais e perdem a personalidade. Eu acho que moda só é moda quando fica bem em você, quando você pega aquela tendência mas adapta no seu estilo, porque senão deixa de ser moda. Aqui tem aquele perfume no ar, que eu chamo de perfume e eu sinto esse cheiro. Eu estou dentro daquilo, eu moro na Europa, eu tento ver todas as vitrines, todas as revistas, por todos os lados e eu pego aquele perfume e trago pra nossa essência. Eu pego aquela fragrância que está no ar, que é a tendência e junto com outras coisas que já está no meu DNA e faço a nossa própria essência.

bikiny_society5

** Você tem experiência com vendas de moda praia dentro e fora do Brasil. Como as brasileiras compram beachwear? Como você analisa as diferenças de consumo do cliente nacional e o internacional?

Antigamente a coisa mais diferente entre esses dois mundos era a história da modelagem. Tanto é que foi uma pauta que eu pensei muito, estudei, perguntei, falei com muitas pessoas pra chegar na conclusão que eu tive. O Brasil é conhecido lá fora por causa do biquíni. A moda praia brasileira é muito forte no mercado externo. Então eu disse: como é que vou botar uma marca, que é brasileira na sua essência, pra vender no exterior com uma modelagem deles? Não posso. Mas eu nunca fui tão comercial assim mesmo, eu sou mais conceitual que qualquer outra coisa. Eu pensei na modelagem permanecer brasileira, que é esse o nosso diferencial. E tem que fazer uma coisa minimamente adaptada. Gosto de dizer que a nossa modelagem é brasileira chique. Eu sinto e vejo que os biquínis do Brasil estão se tornando mais comportados. Porque a brasileira está atrás de outra coisa que não seja só o cortininha pra pegar sol. Tem a mulher que quer ir na praia pegar sol, que não vai usar o outro biquíni mais conceitual. E tem aquela mulher que quer ser fashion na praia, ou então que está em um resort e que portanto quer uma peça mais estruturada, mais trabalhada e mais coberta. Agora as estrangeiras começaram a gostar da modelagem brasileira, algumas ficam um pouco receosas, mas quando provam, adoram e nunca mais querem vestir outra coisa.

** O que você considera diferente na Bikiny Society e que falta nas outras marcas? 

Um ponto forte da marca, é que a gente tenta trazer a sofisticação europeia aliada a bossa brasileira. Essa sofisticação europeia é muito traduzida nos biquínis lisos, que eu adoro. Gosto de trabalhar o liso com acessórios diferenciados, naturais, com um toque de drapeado, uma coisa da Alta-costura trazida pro biquíni. E as estampas, que é o hit do Brasil e nós conseguimos fazer todas com exclusividade. 

bikiny_society2

** Como que você enxerga a evolução da moda praia atualmente?

A coisa mais forte da moda praia hoje é que ela se tornou muito urbana, e quando a gente para pra pensar, eu pelo menos crio roupas de moda praia que dão facilmente pra serem usadas e traduzidas pra rua e pra noite. Porque eu adoro um macacão, uma pantalona, uma roupa sem muito esforço, mas que você tá chique, despretensiosa. E eu acho que esses dois mundos conversam muito. Essa roupa despretensiosa conversa na praia e na rua. Depende dos acessórios que você coloca em cima, que você transforma um look. Por exemplo, esse macacão pantalona que eu to, eu posso ir pra noite com ele de salto alto, uma bijouteria, um brinco. E de dia coloca uma rasteira, um panamá, um bolsão e estou com a mesma roupa. É coringa, é neutra, é chique e é atemporal.

bikiny_society6

bikiny_society3

+ Bikiny Socety
(85) 3045.3514