16 out 2026 | Moda

Na última quinta-feira (15), o “inverno” nordestino tomou conta do desfile da Catarina Mina na SPFW. Intitulada “Bonito pra Chover”, a coleção da etiqueta cearense explorou a beleza do período chuvoso em uma coleção cheia de movimento e delicadeza.
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Olhando para os céus em busca de graça e inspiração, a diretora criativa Celina Hissa encontrou consolo nas nuvens cinzentas que anunciam chuva nos sertões. Nas redes sociais da marca já se anunciava o poder das águas que caem sobre a terra:
“A chuva revela a vida, recria o tempo, nos faz olhar o céu. Aqui no Ceará, nuvem cinza é festa, é quando a paisagem ganha novas cores e a fartura chega pra ser compartilhada. Por isso, a gente diz assim: hoje tá bonito pra chover”, escreveu em postagem no início do mês.
E foi com dizeres semelhantes que o desfile da Catarina Mina começou, levando tipologias como crochê, bordado, renda de bilro, tramoia, rede de travessa e richelieu de agave às passarelas do evento. A novidade da vez foi a ampliação do portfólio de técnicas adotadas pela marca por meio da colaboração com grupos de artesãs de outros estados, como Piauí e Rio Grande do Norte.

Outra parceria firmada este ano foi com o Instituto Riachuelo, que forneceu resíduos têxteis para a confecção de três looks – os primeiros a abrir o desfile. As longas “franjas”, feitas a partir de resíduos de malhas de algodão, conferiram movimento e fluidez, duas das características mais marcantes de “Bonito pra Chover”.
Além disso, elementos decorativos – como os bordados de canutilhos que simulavam respingos de água sobre o tecido – criaram pontos de luz interessantes em looks monocromáticos, especialmente naqueles mais sóbrios e minimalistas. Os acessórios das marcas The Morais e Ada Love foram outro destaque das composições, dando continuidade estética ao universo da coleção.
Confira mais registros da coleção a seguir:



































