Desde que foi criada, a Conferência Internacional de Luxo, capitaneada pela Editora Global da Vogue, Suzy Menkes, se compromete a analisar o mercado de alto valor da moda e refletir sobre os caminhos da indústria. Com passagens que já incluíram o Brasil no roteiro, a programação funciona como um termômetro do que anda acontecendo nesse universo e claro, o que virá em breve.

Em 2019, Suzy e um time afiado de profissionais, empresários, estilistas e jornalistas desembarcou em Cape Town, na África do Sul, para discutir os movimentos complexos e ágeis do fashion atual. Representatividade e sustentabilidade deram o tom das conversas com nomes como o da modelo veterana Naomi Campbell, do presidente e CEO da Gucci, Marco Bizzarri e do Diretor da joalheia Tiffany, Alessandro Bogliolo.     

Quem também esteve por lá foi a Diretora Geral da Globo Condé Nast no Brasil, Daniela Falcão, e nós reunimos aqui alguns dos seus principais insights, baseados no que ela viu e ouviu por lá, divulgados no Instagram, durante os dois dias de conferência. Frases que, embora curtas, ajudam a decifrar a maneira como o setor de luxo tem se comportado. A reflexão é muito válida. Confira.

“75% dos millenials escolhem marcas de luxo após analisar suas políticas sustentáveis”

“O mercado de luxo ainda depende de vendas físicas, e de publicações impressas…”

“O novo luxo exige que marcas tradicionais reinterpretem seus valores e história para se manter relevantes entre os consumidores contemporâneos”

“A Gucci reforçou a importância da emoção na relação entre uma marca de luxo e seus consumidores”

“O primeiro passo para os grandes conglomerados de moda se tornarem sustentáveis é medir o impacto que causam. A partir daí precisam ou diminuir esse impacto ou investir em algum tipo de compensação”

“Millenials priorizam sustentabilidade, mas não abrem mão do design. Logo a transformação na indústria da moda precisa ser liderada por estilistas e criativos”

“Sustentabilidade não é uma tendência, é uma necessidade e também o maior desafio da indústria da moda, do fast fashion ao luxo”

“Os governos precisam regular o impacto da indústria da moda e criar índices que permitam que o consumidor entenda o impacto de cada peça que compra. A indústria alimentícia está muito mais adiantada”

“Moda e luxo são sexy! Mas só com mentalidade sustentável encontra-se sentido para o consumo”

“Mais do que feed, é no Stories que se consome conteúdo hoje: só no IG são 500 milhões de usuários diários”

“Sustentabilidade não é favor, não é filantropia…”

“Como os millenials estão transformando a indústria do luxo? Mais que apenas exclusividade e prestígio, percebem sustentabilidade, inclusão, autenticidade e priorização como valores mais importantes”

“Só seremos socialmente e ambientalmente sustentáveis quando nos tornarmos responsáveis também pelo comportamento de nossos fornecedores e parceiros. Salário justo em toda a cadeia e conhecer seu impacto são passos básicos e sólidos para criar brand experience e gerar emoção”

Reflexão