25 jul 2024 | Moda

A 25ª edição do DFB Festival foi oficialmente iniciada nessa quarta-feira (24), no Centro de Eventos do Ceará. A programação, que faz uma série de homenagens ao Ano do Dragão, conforme a astrologia chinesa, celebra a moda autoral, valoriza o feito à mão, reúne desfiles de importantes marcas, possibilita a troca de aprendizados e é espaço para o protagonismo de looks icônicos.
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O primeiro dia de evento contou com desfiles do Concurso dos Novos, 100% CE, Almir França, Almerinda Maria e Marina Bitu. A novidade da edição ficou por conta da exposição “Arte no Ceará”, da Galeria Mariana Furlani, com curadoria de Cláudia Sampaio. A mostra, presente na entrada do evento, faz uma retrospectiva por meio da seleção dos principais nomes do cenário artístico cearense.
Cláudio Silveira, idealizador do DFB Festival, falou com exclusividade à Plataforma MT sobre a edição que comemora 25 anos de evento. “O que eu estou fazendo hoje para mostrar aqui não é só um evento moderno, é uma história que pode mudar muita coisa, a vida de muitas famílias. São 30 comunidades que fazem parte do meu desfile agora e está sendo uma coisa fantástica”, explicou.

Ao ser perguntado por Márcia Travessoni, publisher da Plataforma MT, sobre o legado que deseja deixar com o DFB Festival, Cláudio foi certeiro: “A força da moda autoral para que as pessoas se sintam capazes de fazer. O cearense tem muito disso, ele é muito autoral e diversificado. O legado é a nossa história ser verdadeiramente exposta da forma que é o nosso artesanato. Não tem para ninguém”.
O primeiro dia do Concurso dos Novos contou com desfiles de três instituições: Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Senai Moda RN, responsável por abrir o momento com a coleção de estreia “Long: Chamas da Revolução Sustentável”. As criações foram inspiradas no dragão do calendário chinês visando mudanças importantes no cenário da moda.






A segunda apresentação do Concurso dos Novos ficou por conta da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Na ocasião, foi apresentada uma coleção bem estruturada por meio de camadas, jeans e crochê, com o objetivo de refletir a moda das ruas através de modelagens amplas e balaclavas.






Por fim, a Universidade Federal do Ceará apresendou uma coleção de homenagem a Francisco José do Nascimento, o famoso Dragão do Mar, líder jangadeiro que ficou conhecido por sua participação efetiva no Movimento Abolicionista no Ceará, estado considerado o pioneiro na abolição da escravatura no Brasil. As peças vieram com redes de pesca, palha e rafia em um styling único.






*Fotos dos três defiles por Nicolas Gondim
Após o Concurso dos Novos, foi momento para o público contempla o “100% CE”, coletivo que surgiu no DFB Festival com o objetivo de reconhecer e enaltecer estilistas, designers, artesãos e marcas que fortalecem a moda cearense. Cláudio Silveira fica responsável pela curadoria, que reúne grandes talentos, como Catarina Mina, Lindebergue, Espedito Seleiro e outros.






*Fotos por Nicolas Gondim
O DFB Festival recebeu, pela primeira vez, um desfile do estilista Almir França, que apresentou uma coleção toda planejada a partir do upcycling de uniformes descartados pela Enel Brasil. “E os retalhos, os restos, as sobras , o que ninguém quer, ganham formas, ganham vida, e se tornam imagens que fazem acreditar que vale viver mesmo depois do caos”, escreveu Almir nas redes sociais.
As peças desfiladas contaram com técnicas de patchwork de tecidos recortados, aplicação em pedrarias e pinturas feitas à mão. Para além do upcycling, que remonta a uma moda sustentável, a trilha sonora do desfile veio com a voz de Maria Brthania, como forma de reforçar a urgente necessidade da indústria se reinventar diante das claras mudanças climáticas no mundo.






*Fotos por Nicolas Gondim
A coleção “Preciosa Artesania”, apresentada por Alemerinda Maria no DFB Festival, veio cheia do que o nome sugere: artesanias. As técnicas usadas foram renda de birlo, crochê, chantilly e guipir. A marca, que já é conhecida por seu trabalho com rendas, como renascença, labirinto e richelieu, apresentou peças com uma cartela de cores vivas e tropicais,






*Fotos por Nicolas Gondim
Marina Bitu deu um mergulho na cultura cearense no DFB Festival, com um desfile que apresentou uma parceria inédita um projeto de sustentabilidade da Magazine Luiza, além de parcerias com associações de artesãos locais. A marca revisitou o acervo e levou para a passarela algumas peças de maior sucesso com processos artesanais característicos, como plissados, aplicações de palha e técnicas manuais.
A coleção apresentada também foi uma colaboração com Paula Siebra, que mergulharam em um universo de narrativas que refletem a essência do Nordeste. Para o desfile, também foi firmada uma parceria com a associação Fibrarte, de Missão Velha, que trabalha com a fibra da bananeira, além da associação de rendeiras de Aquiraz, presente através de uma miscelânea de tipologias.






*Fotos por Nicolas Gondim



































