4 nov 2025 | Notícias

O SENAI Ceará esteve presente na edição de 2025 da ExpoCariri, que aconteceu entre os dias 30 de outubro a 1º de novembro, em Barbalha, interior do estado. A instituição apresentou, durante o evento, o processo de pedido de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem (DO) ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para o algodão produzido no Cariri cearense. A região, hoje, se coloca em posição de excelência na produção da matéria prima com processos que unem inovação e sustentabilidade, mas sem abandonar a tradição.
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Este marco pode ser o responsável por consolidar o Cariri como referência no território nacional como produtor de algodão sustentável e de alta qualidade. Hoje, o Ceará conta com apenas uma Denominação de Origem reconhecida pelo INPI: o Camarão da Costa Negra, da região do Acaraú. O Algodão do Cariri pode se tornar a segunda D.O. do estado, com estudos que demonstram a influência do meio (solo, clima e saber-fazer local) na qualidade da fibra longa característica da produção caririense, constitui um produto de alto valor agregado.

“Estamos realizando um processo cuidadoso de comprovação da influência do meio na qualidade do algodão, por meio de estudos técnicos, análises laboratoriais e registros históricos. A Denominação de Origem é mais do que um selo, é o reconhecimento da identidade, da tradição e da excelência de uma cadeia produtiva construída por gerações no Cariri cearense”, destacou Ronara Marques, Especialista em Propriedade Intelectual e Coordenadora do processo de pedido da IG.
A iniciativa é conduzida pela Unidade de Inovação e Tecnologia do SENAI (UNITEC), com o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR Ceará), o Sebrae Ceará e a Embrapa Algodão. O pedido de reconhecimento formal é representado pela Associação dos Produtores de Algodão do Cariri (APACE).