23 out 2026 | Notícias

Um empreendimento pode ser desenhado no papel, mas é na rotina de quem vai viver nele que o projeto ganha sentido. Entre a beleza que chama o olhar e a funcionalidade que se revela no dia a dia, estão escolhas capazes de transformar a relação das pessoas com a própria casa. Essa forma de pensar acompanha Andrea Rios, CEO da Construtora ARA, engenheira civil e arquiteta que cresceu próxima ao universo da construção.
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Hoje, ela divide a condução da empresa com o irmão, Abner Rios, dando sequência à história iniciada pelo pai, Abner Peixoto de Alencar, e pelo tio, João Bosco Rios. Celebrando 50 anos em 2026, a ARA encontra, nessa segunda geração, um novo capítulo que preserva os valores dos fundadores ao mesmo tempo em que acompanha as transformações no setor.
A história da empresa começou com a construção de 11 casas próximas ao Lago Jacarey, na Zona Sul de Fortaleza. Concluído o primeiro projeto, João Bosco propôs ao cunhado erguer um edifício no bairro Aldeota, dando um passo mais ousado. Os recursos eram limitados, mas a confiança na ideia levou os dois a buscar os meios necessários para tirá-la do papel, abrindo caminho para uma nova fase da empresa. Cinco décadas depois, a construtora se aproxima do 40º empreendimento.
“Meu pai e meu tio acreditavam que uma empresa valia pelo caráter das pessoas que a conduziam. E esse preceito continua sendo a nossa maior herança”, afirma Andrea. Anos antes de assumir a empresa, o caminho profissional dela ainda não estava traçado. Apesar de ter uma história familiar ligada a canteiros de obras, os interesses apontavam para diferentes direções. “Eram tantas possibilidades. Gostava de matemática e de humanas, jogava vôlei e cheguei a ouvir que deveria cursar Educação Física. Acho que, no fundo, escolher Engenharia teve influência do meu pai, mas aquele mundo da construção sempre me fascinou”, lembra.
Andrea cursou alguns semestres de Psicologia e, posteriormente, formou-se também em Arquitetura, graduação que conciliou com o trabalho e a maternidade. A soma dessas áreas ajuda a explicar uma visão que transita entre estratégia, comportamento, estética e funcionalidade.
“Depois que entrei na Arquitetura, tudo mudou. Eu olhava e via um mar de engenheiros, mas sentia falta da arte. Comecei a entender, também, onde a gente queria chegar enquanto construtora e o que queria deixar para Fortaleza“, diz