Estudo realizado pelo Observatório da Indústria da Fiec, divulgado nesta semana, revelou que, apesar dos esforços do governo para manter as contas públicas em dia e os diversos investimentos realizados desde o início da crise econômica brasileira, a indústria cearense ainda não se recuperou completamente e está longe de voltar ao cenário de estabilidade de cinco anos atrás.

Segundo o Observatório, no entanto, a recuperação da indústria local pode ser ainda mais lenta caso não seja aprovada a Reforma da Previdência proposta pelo Governo e atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. A pesquisa aponta que, com a aprovação da reforma, a produção industrial cearense retornará aos valores de 2014 em 2024, e caso não haja a sua aprovação, o nível só será regularizado em 2029.

Setores importantes para a economia local como o Têxtil, o de Confecções e o de Couros e Calçados passam ainda por situação grave ao registraram, em março de 2019, respectivamente, apenas 65%, 71,1% e 81,4% do total equivalente à produção no mesmo período de 2014. Se há cinco anos, os três setores geravam 138 mil postos de trabalho, em 2019 eles empregam uma soma de 111 mil – uma queda de 27 mil postos.

Os únicos setores que são exceções na estatísticas são os de Metalurgia e Fabricação, que apresentaram forte crescimento no período.

Tempo de recuperação

O Observatório da Indústria avalia que, levando em conta projeções do Banco Central do Brasil, que apontam um crescimento de 1,5% em 2019 e de 3% nos anos seguintes, a indústria cearense perderia dez anos para conseguir voltar aos patamares de 2014. Sem a reforma da previdência, de acordo com projeções do IPEA para o PIB do Brasil, é possível que a produção industrial tenha crescimento bem inferior – algo em torno de 1,5%, e demore 15 anos para retornar aos resultados de 2014.

>> LEIA TAMBÉM: Câmara Brasil Portugal no Ceará realiza solenidade de posse de novos diretores

Foto: iStock