6 abr 2026 | Notícias

A partir dessa quarta-feira (8), a capital paulista recebe artistas, galerias e estúdios de design para a SP–Arte 2026, considerada uma das feiras de arte mais relevantes da América Latina. Entre os nomes confirmados na programação, está a Cave, galeria cearense que encabeça duas mostras ao longo do evento.
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Até o dia 12 de abril, o público poderá conferir as exposições ‘Anímico’ e ‘Arquivos da terra’, ambas propostas pela Cave, com curadoria de Lucas Dilacerda, sócio da AICA – International Association of Art Critics. Os projetos, apesar de diferentes, exploram dimensões simbólicas da relação entre o ser humano e o “indizível”, oferecendo uma escuta das forças invisíveis que atravessam a natureza e os corpos.

Intitulada ‘Anímico’, a primeira mostra reúne obras de artistas de diversas partes do Brasil que investigam o segredo, o mistério e a intraduzibilidade do inconsciente. “São pinturas e esculturas de oito artistas, seis deles representados pela galeria. Há uma tentativa de acessar dimensões que escapam à linguagem”, afirma Pedro Diógenes, diretor da Cave.
Com trabalhos dos cearenses Arthur Siebra, Bárbara Banida, Charles Lessa e Gi Monteiro, além dos artistas Nicolle Rocha (PE), Kuenan Mayu (AM), Rita Lessa (MG) e Quim (MG), a exposição será apresentada no stand F23, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, onde acontece o evento.

Já ‘Arquivos da terra’, uma parceria inédita entre a Galeria Estação (SP) e a Cave, traz um conjunto de pinturas da artista indígena Navegante Tremembé, que criou suas obras a partir do toá, técnica ancestral que utiliza pigmentos naturais extraídos de seu território originário. A mostra, apresentada no stand F24, propõe uma reflexão sobre memória, território e resistência, narrando a história da exploração colonial e os impactos do modelo extrativista na Natureza.
Para Lucas Dilacerda, a obra de Navegante adquire uma urgência ainda maior no contexto atual. “Seu território originário enfrenta disputas com empresas de monocultura e grupos organizados, resultando na devastação de espécies nativas e no desaparecimento de parte da fauna local. Ao pintar árvores e pássaros ameaçados, a artista transforma sua produção em gesto de denúncia e preservação, registrando aquilo que está em vias de desaparecer”, destaca o curador.
SP–Arte – 22ª edição
Datas: 8 a 12 de abril de 2026
Local: Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – São Paulo (SP)
Stands: F23 – Cave; F24 – CAVE + Estação