Com curadoria de Max Perlingeiro, “Estética de uma Amizade” está em cartaz na Pinakotheke São Paulo

Por Lucas Magno
Com curadoria de Max Perlingeiro, “Estética de uma Amizade” está em cartaz na Pinakotheke São Paulo

A exposição Estética de uma Amizade“, que entrou em cartaz na última segunda-feira (25), na Pinakotheke São Paulo, conta a história da amizade entre o pintor Alfredo Volpi e o escultor Bruno Giorgi.

Com curadoria do cearense Max Perlingeiro e de Pedro Mastrobuono, a mostra reúne 110 obras, incluindo algumas inéditas, entre pinturas, desenhos, esculturas e maquetes. Elas foram cedidas pela Coleção Leontina e Bruno Giorgi e por alguns colecionadores que concordaram em ceder para exibição. 

Leontina, aliás, viúva de Giorgi, abriu os arquivos pessoais e concedeu longas entrevistas rememorando fatos históricos e pessoais, muitos dos quais presenciados por ela, o que tornou possível a estruturação da exposição. Ao todo, foram necessários 10 anos para construir a mostra.

No raro conjunto de numerosas pinturas de Volpi, esculturas, desenhos e telas de Giorgi, sobrepõem-se as obras surgidas de relações de amizades ou familiares, como os retratos de Mira Engelhardt e Gilda Vieira, feitos por Volpi, além de Judith, sua mulher, retratada por ele, e um desenho dedicado à sua única aluna Lore Koch; o retrato de Leontina Giorgi, as joias/esculturas projetadas por Giorgi; nus femininos assinados pelos dois artistas; retrato de Giorgi por Volpi e as cabeças de Volpi e Mario de Andrade esculpidas por Giorgi; as interpretações discordantes do poema Balada de Santa Maria Egipcíaca de Manuel Bandeira, que ambos fizeram em pintura; e até uma série de trabalhos concebidos na convivência da dupla. Há também as maquetes das obras de Brasília, quando os afrescos de Alfredo Volpi e as esculturas de Bruno Giorgi sublinharam a arquitetura de Oscar Niemeyer. 

“Volpi e Bruno criam obras dentro de um mesmo diálogo e eles tiveram a possibilidade de criar quase que uma sinfonia, uma linguagem visual uma pintura e uma escultura, eles não mediram esforços. É quase como um querendo homenagear o outro. Quer dizer, uma pintura homenageando uma escultura, um escultor homenageando um pintor”, contou Max, em entrevista ao “Jornal Nacional”.

“Estética de uma Amizade” segue em cartaz até o dia 25 de maio, de segunda a sexta-feira das 10h às 18h e aos sábados das 10h às 16h.

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