4 ago 2025 | Notícias

Na última quinta-feira (31), foi realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) a palestra “Inteligência Artificial: Aplicabilidade e Impactos para a Indústria”, conduzida pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos. A iniciativa reuniu empresários, dirigentes sindicais e representantes de diversas áreas da indústria cearense em uma noite de imersão prática, reflexão crítica e troca de experiências.
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O evento foi responsável pelo lançamento oficial do plano de cultura de IA do Sistema FIEC, voltado à qualificação de equipes, definição de normas e incorporação responsável de soluções tecnológicas. A palestra contou com apoio do IEL, SESI e SENAI Ceará, além do SEBRAE/CE, e integra uma estratégia mais ampla, liderada pelo Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, para impulsionar a transformação digital do setor.
“O Ronaldo Lemos vai fazer aquilo que todos nós estamos buscando. A gente ouve falar muito de inteligência artificial, vemos muita notícia, mas ele vem nos apresentar o que é IA na prática, para que se torne mais assimilável para todos nós, principalmente para aqueles que ainda não estão utilizando”, destacou o Primeiro Vice-Presidente da FIEC, Carlos Prado,responsável pela abertura do evento.

A presença de lideranças empresariais e sindicais no evento foi uma forma de reforçar o engajamento do setor industrial com a agenda da inovação. Estiveram presentes o ex-Presidente da FIEC e Presidente do Sindtrigo, Roberto Macêdo; o CEO do Grupo J. Macêdo, Amarílio Macêdo; além de outros diretores, conselheiros e presidentes de sindicatos industriais.
A palestra foi dividida em quatro blocos e abordou desde os fundamentos da IA até seus impactos regulatórios, passando por experiências internacionais e aplicações reais nas rotinas industriais. Ao citar a China como exemplo de liderança tecnológica global, Lemos destacou os pilares que sustentam essa transformação: inteligência artificial, computação em nuvem, internet das coisas e big data.
Para ele, além da tecnologia, o capital humano e o crescimento no número de patentes também são indicadores essenciais da maturidade digital de um país. Entre os exemplos práticos apresentados, destacam-se a engenharia generativa – quando a própria IA é usada para projetar novos produtos- e a aplicação de algoritmos na otimização de processos industriais.
“Quem quer ser inovador de verdade precisa de indústria. Ela é a base da inovação. O Brasil tem uma base industrial forte, e se souber aplicar essa camada fina de tecnologia e informação, o salto em produtividade e valor agregado pode ser enorme”, avaliou.
O encontro consolida mais um capítulo da trajetória da FIEC na promoção de uma indústria mais digital, moderna e conectada com as necessidades da sociedade. Como reforçou Dana Nunes, Superintendente do IEL Ceará: “A transformação digital não é só sobre tecnologia, mas sobre cultura, pessoas e entrega de valor”. É nesse caminho, emendou, que o Sistema FIEC segue mobilizando conhecimento, parcerias e estratégias para garantir que a indústria cearense esteja preparada para os desafios e as oportunidades de um novo tempo.