19 nov 2024 | Notícias
Atualmente, Levi Castelo Branco está à frente da Birô Propriedade Intelectual
como advogado, enquanto concilia com a carreira musical

Cantor e advogado, Levi Castelo Branco vive uma nova fase da carreira enquanto une os talentos que possui na música e na advocacia: “Percebi que os artistas desconhecem a maioria dos direitos que lhes foram conquistados”. A constatação permitiu que Levi esteja, atualmente, à frente da Birô Propriedade Intelectual, uma iniciativa em parceria com os advogados Lucas Rocha e Renan Queiroz.
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Juntos, os três advogados lutam pela valorização do trabalho criativo no ambiente digital. “Na pandemia, precisei pesquisar sobre as correntes jurídicas em torno dos direitos autorais. Queria lançar uma música com sample da voz do Cazuza e não sabia como conseguir a autorização. Através de alguns contatos, chegamos na Lucinha Araújo, que nos abençoou com o aceite”, compartilha Levi.

De lá até aqui, o direito de marcas e patentes e os direitos autorais se tornaram o novo foco do cantor. Assim, Levi descobriu sobre técnicas atuais utilizadas por artistas estrangeiros para faturar com direitos autorais no Brasil. “Enquanto a gente anda cabisbaixo e reclamando da indústria do entretenimento, os caras estão desenvolvendo tecnologia para descobrir pirataria digital e lucrar muito com isso”, pontua.
Ao perceber que o mercado de direitos autorais estava se desenvolvendo no ambiente digital, Levi, Lucas e Renan desenvolveram uma plataforma que auxilia os clientes/artistas a fazerem o monitoramento do uso indevido de seus respectivos produtos, marcas, desenhos, pinturas e até conteúdos audiovisuais. O aplicativo, que ainda se encontra em fase de teste, já recebeu o nome de Meu Birô.
A ferramenta consegue, em tempo real, descobrir quem, quando e onde estão usando tais conteúdos sem autorização dos respectivos donos. É possível conferir mais informações no site da Birô Propriedade Intelectual.
Enquanto se dedica a auxiliar os artistas em seus direitos autorais, Levi segue se dedicando à carreira na música, iniciada em 2014. Na época, o artista atingiu a marca de 55 shows no mesmo ano e 153 apresentações em 2016. Em 2017, o cantor apresentou seu primeiro show aberto ao público e já dividiu o palco, em outras ocasiões, com artistas como Margareth Menezes, Raimundo Fagner, Luan Santana e outros.
Alguns anos depois, em 2022, o cantor, que também é pianista e compositor, lançou seu primeiro álbum autoral, intitulado Sete Bilhões de Formas de Amar. Nessa mesma época, deixou de ser Levi Castelo Branco e assumiu a identidade de se apresentar apenas como Levi. Em sua nova versão artística, o artista escreve sobre amor e diversidade, e aborda sobre o processo de se apaixonar na era digital.
“Foi um processo. Eu passei a me tornar um artista autoral, a querer ganhar o Brasil cantando as minhas próprias músicas. Esse é o sonho de todos os artistas. O álbum Sete Bilhões de Formas de Amar foi 100% escrito e produzido por mim. Mas eu entendi que eu podia separar as coisas e ser múltiplo. Foram surgindo outras paixões, seja na música, no direito e na arte”, conta Levi à Plataforma MT.

A paixão por todas as áreas em que atua fez com que Levi passasse a ter o objetivo pessoal de trabalhar na defesa da criatividade artística. “É uma preocupação muito grande para mim, porque a pirataria digital e a internet ameaçam muito a qualidade das produções artísticas. E tem me entristecido muito ver que tem artista que depende do algoritmo para ver o trabalho ser propagado”, pontua o cantor.