23 ago 2024 | Notícias

Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante participou do Seminário Nacional Caminhos e Obstáculos para a Universalização do Saneamento, nessa quinta-feira (22). Proferindo a palestra magna do seminário, Ricardo falou sobre desenvolvimento sustentável, transição energética e os potenciais do Ceará para produção de hidrogênio verde.
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“Precisamos apoiar o trabalho que é feito diuturnamente para mudar a vida da população. Estamos passando por um momento muito forte de transição energética e transição digital, então precisamos aproveitar a oportunidade para fazer o que está faltando para alcançar a universalização. Quando se investe em saneamento, se ganha em saúde e dignidade”, afirmou o presidente da Fiec.

Ainda durante a palestra, Ricardo falou sobre a crise climática e alertou para a necessidade de mudança da matriz energética mundial. Nesse contexto, o Ceará desponta como um dos principais expoentes na geração de energias renováveis, devido às vantagens naturais e de infraestrutura existentes no estado. Também foram apresentados projetos em andamento nas áreas de energia solar e eólica.
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Além das iniciativas, o presidente da Fiec falou sobre o Hub de Hidrogênio Verde (H2V) do Porto do Pecém, que já conta com mais de US$ 30 bilhões em investimentos anunciados. Para o palestrante, a transição energética representa uma importante oportunidade de transformação social e econômica para o Ceará, já que o estado possui matrizes eólica e solar que não existem em outros lugares.

“Nos últimos 70 anos, nunca tivemos uma chance de mudar a vida das pessoas como agora, pelo sol e pelo vento. Em cima das dificuldades, encontramos grandes oportunidades”, acrescentou Ricardo, que também destacou que a água utilizada para abastecer as indústrias no Hub de H2V será de reuso, obtida a partir do tratamento de efluentes sanitários de Fortaleza e da Região Metropolitana.
“O projeto está dimensionado para produzir 1,6 m³/s de água de reuso, podendo chegar até 4 m³/s. Com isso, podemos produzir no Pecém, inicialmente, um milhão de toneladas de hidrogênio verde. Nada está se perdendo, tudo está se transformando. Quando se lida com multinacionais, as empresas precisam ter certeza do que vai acontecer”, completou o presidente da Fiec.