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Silvero Pereira estampa capa da edição comemorativa da Revista MT

27 jan 2025 | Notícias

Por Redação

Para celebrar 30 edições, a Revista MT traz na capa o artista Silvero Pereira,
um orgulho cearense que simboliza coragem, autenticidade e talento
Silvero Pereira participou de um shooting exclusivo para a Revista MT. Ele veste look de Lino Villaventura (Foto: Nicolas Gondim)

“Se me der vontade de ir embora, vida adentro, mundo afora, meu amor, não vá chorar”, a letra de Princesa do Meu Lugar, canção de Belchior, denota a vida de quem parte com a promessa do retorno – e disso Silvero Pereira entende muito bem. Quem o vê nos palcos e nas telas dos streamings, da televisão e do cinema, talvez não imagine que, aos 17 anos, ele deixou Mombaça, no Sertão Central do Ceará, rumo à Fortaleza, a capital do estado. Filho de uma lavadeira e um pedreiro, o Silvero adolescente tinha na bagagem sonhos e, no coração, o desejo de fugir da ordem natural das coisas. 

Na infância, o futuro de Silvero era previsto por aqueles que o cercavam: seria pedreiro, como o pai ou, remando um pouco contra a maré, poderia até chegar a ter um cargo comissionado na prefeitura da pequena cidade. Todas essas crenças e previsões deixavam Silvero inquieto. “Eu vim para Fortaleza fugindo dessa estrutura”, afirma. Para ele, vencer na vida significava ser diferente do que todos esperavam. 

“Eu não tenho na minha cabeça essa ideia de que eu sempre soube que seria artista. O que tenho é que, desde pequeno, eu sempre tive inclinações artísticas. Eu gostava de dançar e pintar, sempre me interessei por todas as manifestações culturais que existiam. Estava sempre envolvido e queria aprender”, confidencia Silvero. 

Quando assistiu pela primeira vez a uma peça de teatro, uma luz acendeu na mente do jovem Silvero: “eu tinha entrado na escola técnica para fazer turismo, só que aquela apresentação me despertou algo e eu pensei: ‘Caramba, eu acho que posso me formar como artista’.” 

Silvero Pereira veste David Lee (Foto: Nicolas Gondim)

Anos depois, no Theatro José de Alencar, Silvero fez seu primeiro grande ato, fruto de sua monografia no curso de Artes Cênicas, “Uma Flor de Dama”. O monólogo deu origem, em 2008, ao coletivo “As Travestidas”, com artistas LGBTQIA+ que colocaram a arte como manifestação cultural da comunidade em Fortaleza. O grupo chegou até a debutar, foram 15 anos de apresentações nos palcos do Ceará e do Brasil. 

Na televisão, Silvero conquistou o público em novelas como A Força do Querer (2017), no papel de Nonato, e Pantanal (2022), interpretando Zaquieu. Nos cinemas, ganhou notoriedade ao interpretar Lunga em Bacurau (2019), filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles premiado internacionalmente. Recentemente, estreou como o protagonista na série O Maníaco do Parque (2024), da Amazon Prime.

Multidisciplinaridade

Definido pela extensão de talentos e competências, Silvero Pereira é herdeiro da maior riqueza para a mente humana: o conhecimento. Segundo o ator, desde cedo, seus pais fizeram questão que os quatro filhos tivessem consciência de suas condições sociais, mas, que isso não devia ser determinante e nem limitante para os adultos que viriam a se tornar. 

“Meus pais sempre disseram que era muito importante estudar. A grande herança que eles poderiam deixar para a gente era a possibilidade de estudar, porque só assim a gente talvez conseguisse vencer na vida. Eles são os maiores exemplos para mim. Foi diante daquelas falas que eu sempre fui um dos melhores alunos da sala.”

Leia a matéria completa na Revista MT.

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