18 maio 2026 | Notícias

Na última quarta-feira (13), o Sindroupas realizou a primeira edição do Happy Inovações no Salão Aberto da Casa da Indústria. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a conexão entre empresários, profissionais e lideranças da cadeia da moda cearense por meio de debates sobre tecnologia e transformação do setor.
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“O Happy nasceu de uma pergunta simples: por que falar sobre inovação precisa ser tão sério? A inspiração veio no modelo de happy hour do MIT, em Boston, onde muitas ideias surgem em encontros informais, entre as pessoas certas e em ambientes que estimulam a troca de conhecimento […] O principal objetivo é conectar a cadeia da moda para discutir inovação. Hoje, o setor vive uma transformação muito acelerada, com novas ferramentas, automação e soluções digitais surgindo constantemente”, explicou Paulo Rabelo, idealizador do projeto, diretor de Inovação da FIEC e presidente do Sindroupas.
Entre os temas abordados, estavam o uso estratégico de dados e a inteligência artificial como diferenciais competitivos para as empresas. A palestra foi conduzida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante.
“O Observatório da Indústria Ceará hoje é referência nacional e já serve de base para mais de 27 estados. O grande diferencial não é apenas ter dados, porque todo mundo possui informação acumulada dentro das empresas e instituições. O verdadeiro desafio é transformar esses dados em inteligência para apoiar decisões estratégicas”, destacou o presidente da FIEC.
Durante o evento, o presidente da FIEC compartilhou a experiência da instituição no processo de transformação digital, destacando mudanças estruturais. Segundo ele, um dos principais avanços foi a integração operacional entre SESI, SENAI, IEL Ceará e FIEC, reduzindo retrabalhos e ampliando a eficiência do relacionamento com as empresas atendidas pelo Sistema Indústria.
“A transformação digital exige velocidade, integração e capacidade de ouvir as pessoas. Muitas vezes, dentro das organizações, as decisões acabam sendo impostas pelo cargo e não pelo conhecimento. A inovação exige justamente o contrário: muita colaboração, escuta e capacidade de adaptação. Hoje, temos cientistas de dados trabalhando conosco em diferentes partes do mundo, pois não podemos limitar nossa visão apenas ao mercado local”, disse.
A programação também contou com a participação do diretor de inovação do Sindroupas, Felipe Henrique, que apresentou o case da Revid Pijamas e compartilhou os desafios enfrentados pela empresa no processo de digitalização da gestão industrial. “Na indústria da moda, tudo acontece muito rápido. Quando a informação demora dias para chegar, muitas vezes o problema já passou ou a oportunidade já foi perdida. Precisávamos encontrar uma forma de visualizar os dados em tempo real para tomar decisões com mais precisão”, explicou.