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Ana Cristina Mendes estreia ‘Cosmologia tecida’ em São Paulo

24 out 2025 | MT Acontece

Por Julia Valentim

Espaço Massapê Projetos recebe exposição com curadoria de Lucas Dilacerda
Ana Cristina Mendes (Foto: Roni Vasconcelos)

Nesse sábado (25), o Massapê Projetos promove a abertura da mostra ‘Cosmologia tecida’, da cearense Ana Cristina Mendes. A exposição inédita, que fica em cartaz até 1º de novembro, marca a segunda passagem da artista pela capital paulista e reúne 30 obras entre fotografias, desenhos e pinturas. 

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Entre arte, matéria e tempo: a primeira mostra individual de Cristina Vasconcelos

Refletindo sobre o feminino, a ecologia e a simbiose entre corpo e natureza, a obra de Ana Cristina Mendes “constrói uma poética onde a água não é apenas um elemento material, mas uma metáfora e veículo para refletir sobre a relação do corpo com a história, a energia, e os ciclos de vida e morte”, destaca o curador responsável pela exposição, Lucas Dilacerda

Ao mesclar técnicas e suportes, a artista constrói um universo imagético que nos faz meditar perante as imagens e seus significados, dando vida a traços, detalhes e texturas que aproximam artista, criação e público. Em entrevista à Plataforma MT, Dilacerda detalha o olhar de Ana Cristina Mendes e seus temas de investigação.

“O que mais me atravessa na obra de Ana é a forma como ela compreende a vida como energia em metamorfose. Há um vitalismo profundo em seu gesto: no modo como o corpo se faz matéria pulsante, e a matéria se torna corpo. Em Ana, a água é memória e máquina do tempo; o tecido é pele e arquivo; e o corpo é um território que respira, sente e transmuta”, diz o curador.

Os tecidos, ora representados em tinta acrílica sobre tela, ora fotografados, são uma das assinaturas da artista, que explora formas humanas recobertas em dobras e drapeados – vestindo corpos e transformando-os em arte. A moda, parte fundamental de sua trajetória, agora aparece de forma simbólica, emprestando seus suportes para um novo fazer. 

“Espero que o público sinta essa força vital que atravessa o trabalho, essa percepção de que somos feitos da mesma matéria da água e que a arte pode ser um modo de recompor o mundo. Que cada pessoa saia dali com a sensação de ter tocado uma nascente: algo que renasce, que brota, que lembra que viver é também transbordar”, conclui Dilacerda.

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