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Final do Ceará Moda e Cultura 2025 celebra memória da Praia de Iracema e inovação na moda cearense

22 nov 2025 | MT Acontece

Por Redação

Desfile no Museu da Indústria reuniu releituras históricas, impacto social
e parceria com o sistema prisional na produção das peças
O Ceará Moda e Cultura tem como objetivo reforçar o papel da moda como expressão cultural e vetor econômico no Ceará (Fotos: Ian de Carvalho)

O Museu da Indústria foi palco, na última quarta-feira (19), da final do Ceará Moda e Cultura 2025 (CMC), evento que marca a nova fase do antigo Ceará Moda Contemporânea. A iniciativa ressurge ampliada, mais diversa e alinhada à economia criativa, reforçando o papel da moda como expressão cultural e vetor econômico no Ceará. Promovido pelos sindicatos SindRoupas, SindiTêxtil e SindConfecções, com apoio do Sistema FIEC por meio de SESI, SENAI e IEL, além do Sebrae, o concurso reafirma o compromisso do setor em revelar talentos e fortalecer toda a cadeia produtiva do vestuário.

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Com o tema “Praia de Iracema — Um Século de Memórias que Vestem o Futuro”, o CMC homenageou um dos espaços mais simbólicos de Fortaleza. Os participantes foram estimulados a reinterpretar estéticas e narrativas que atravessam gerações, conectando tradição, identidade e inovação. No desfile final, estilistas premiados em edições anteriores retornaram ao palco para apresentar criações contemporâneas inspiradas na história e nas transformações da Praia de Iracema ao longo de um século, em uma curadoria que reforça o diálogo entre passado e futuro.

Um dos pontos mais marcantes desta edição foi o caráter social do projeto. Todas as peças apresentadas pelos designers convidados foram confeccionadas por detentos do sistema prisional, em parceria com a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP). A ação ampliou o impacto do concurso, promovendo qualificação, oportunidade e ressocialização. Em um dos momentos mais emocionantes, as famílias dos internos acompanharam o desfile inicial das peças produzidas dentro das unidades prisionais, reforçando o caráter humano da iniciativa.

Na cerimônia de encerramento, foram anunciados os vencedores das categorias Costura, Modelagem e Design, celebrando profissionais essenciais da indústria e revelando novos talentos do setor. O evento contou com a presença de empresários, dirigentes dos sindicatos e representantes do Sistema FIEC, entre eles o gestor do Museu da Indústria, Luis Carlos Sabadia; a coordenadora da Coispe da SAP, Cristiane Gadelha; e o especialista do SENAI Ceará, Deoclys Bezerra.

O presidente do SindRoupas, Paulo Rabelo, reforçou o impacto emocional do projeto e a força das parcerias que permitiram o renascimento do CMC. Ele destacou a participação das famílias dos detentos e o protagonismo do SENAI. “Foi um momento de grande emoção, com a oportunidade das famílias testemunharem o trabalho de seus entes queridos. A iniciativa possibilitou a inserção desses profissionais no mercado e a divulgação do trabalho realizado pela indústria dentro do sistema prisional”.

De acordo com Rabelo, o evento reuniu cerca de 250 convidados e deve crescer já na próxima edição, que está sendo planejada para receber 400 pessoas em um novo espaço, consolidando o CMC como uma das plataformas mais importantes de moda, cultura e inovação do Ceará.

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