15 set 2026 | Notícias

O Centro de Fortaleza foi palco de um fim de semana de imersão no que está por vir para o mercado de trabalho. O Museu da Indústria, equipamento do SESI/FIEC, celebrou seus 12 anos de portas abertas com o encerramento do festival O Futuro das Profissões, uma programação plural que movimentou tanto a sede do museu quanto o Passeio Público, unindo reflexão intelectual, arte e engajamento comunitário.
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“Um museu é muito mais do que um lugar de guarda de objetos e histórias. Ele nos ajuda a compreender de onde viemos, quem somos e, principalmente, a imaginar coletivamente quem podemos ser. Por isso é tão simbólico celebrar os 12 anos do Museu da Indústria falando de futuro, educação e mundo do trabalho, temas que estão na essência da atuação do SESI”, arfirmou o gestor do Museu da Indústria, Luis Carlos Sabadia.
O auditório do Museu da Indústria iniciou os debates com o tema “O processo curatorial da exposição O Futuro das Profissões”, mediado pela coordenadora de exposições e ações culturais do SESI Lab (DF), Carol VIlas Boas. Participaram da mesa o historiador da UFRJ, Paulo Fontes, e o comunicador social da UFRJ, André Couto.
A agenda colocou em pauta, também, os rumos de setores estratégicos para o Ceará. Especialistas discutiram desde os bastidores curatoriais da exposição homônima — que convida o público a olhar para a evolução das carreiras sem fetiches tecnológicos — até as novas fronteiras da economia azul e da transição energética. Nomes de peso abordaram como o polo de energias renováveis e a chegada de data centers impulsionam a demanda por novos talentos formados na região, conectando a tradição industrial cearense às exigências contemporâneas.

Além das discussões de alto nível, a celebração teve um forte caráter lúdico e urbano. A Trupe Caba de Chegar apresentou intervenções teatrais, enquanto o domingo no Passeio Público atraiu famílias com o show do Duo Badulaque, oficinas de robótica educacional e orientações de saúde. Com uma curadoria que equilibrou memória e prospecção, o museu reforçou seu papel vivo na cidade: mais do que guardar o passado, o espaço segue como um farol para debater o futuro da sociedade cearense.