DFB 2013 | Lindebergue Fernandes e o elemento melancolia

Por Lucas Magno

Lindebergue encerra seu desfile arrebatador de forma icônica!

Não basta apenas costurar, tem que criar uma imagem de moda forte, uma estética inspiradora e reconhecível. E isso a gente tem certeza que Lindebergue Fernandes faz. Vendo seu desfile de perto, o sentimento que prevalece é a emoção, e ao mesmo tempo uma certa estranheza e inquietude. Lili faz a gente pensar, e isso é ótimo, principalmente em épocas em que a igualdade é discutida em meio a polêmicas. O estilista escancara um desfile poderoso, no sentido fashion, conceitual e imagético.

Também é bom comentar que Lindebergue conseguiu unir suas inspirações de uma forma literal na passarela, deixando a apresentação redondinha. Os cacos de vidro, que definem a noção de decadência e tempo, aparecem nas roupas em detalhes interessantes. Toda a história da texturização a laser também marcou a coleção com looks que podem se dizer icônicos. As formas amplas e uma vontade mais arquitetônica certamente vêm de referências 70’s/80’s, com grandes ombreiras e geometrismos. Uma peça destaque, ou melhor, um vestido destaque tem uma abertura nas costas com um forro (ou uma segunda peça) colorida, deixando claro que a melancolia da solidão (bem característica no desfile) no fundo tem uma pitada de diversão.

O masculino de Lindebergue também vem ótimo (apesar de pequeno) com uma estamparia viva e novos cortes pros homens. Alex Schutz brilhou com terno mais estruturado, lapelas com cacos de vidro e um olhar tristonho.

No fim uma manifestação pomposa a favor da igualdade, bem ao estilo Lindebergue Fernandes de ser: emocionante, sagaz, inteligente e fazendo o mundo da moda pensar. Pensou ou pesou?

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Por Lucas Magno

Fotos: Davi Farias 

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