#DFB2015 | Papo com João Paulo Guedes + Desfile

Por Lucas Magno

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SOBRE FACULDADE E TRANSIÇÃO DE PUBLICIDADE PRA MODA

Eu sempre gostei de moda, de “fashion”, sempre fui um grade fã e quando decidi ir para o Canadá, resolvi mudar de vida e ir atrás, realmente, do meu sonho. No Canadá eu fiz um curso de design – moda durante dois anos e desde então resolvi focar no segmento masculino.

PORQUE TORONTO, PORQUE CANADÁ?

Na verdade, a escolha do Canadá se deu por ser mais próximo do Brasil e, na ocasião, dois amigos meus estavam indo pra lá e seria tudo mais fácil.

SOBRE A EXPERIÊNCIA DE TRABALHO COM SHANTANUD NIKHIL, NA ÍNDIA – O QUE FICOU DE REFERÊNCIAS?

Quando acabei meu curso, eu o apliquei em um projeto onde os canadenses enviam pessoas formadas para outro país, para aprender e trazer tudo de volta para o Canadá. Então, eu tive uma oportunidade de trabalhar com um grande estilista contemporâneo, que tem o foco principal em noivas, e também tem uma linha com foco no ready to wear. Passei três meses na Índia e foi uma experiência incrível. Lá eu aprendi muitas técnicas. Eles são muito bons no acabamento, na expertise de costurar com as mãos. O que eu mais trouxe para o meu trabalho foram as técnicas.

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RELAÇÃO ENTRE O LANÇAMENTO PROFISSIONAL NO CANADÁ E A VISIBILIDADE NO BRASIL

Essa é a minha estreia no Brasil e eu estou super feliz por estar aqui. No ínicio, eu posso dizer, que não foi fácil no Canadá, realmente foi bem difícil, mas eu participei de uma competição de Moda em Agosto do ano passado (2014) e acabei ganhando um prêmio e saindo na Vogue Itália, na Forbes Magazine e desde então as coisas estão caminhando e dando tudo certo. Quando você é um brasileiro que se destaca internacionalmente, com certeza, o destaque é maior. Eu estimulo todos os estudantes daqui a participarem de todas as competições e seguirem realmente o que eles querem.

CONCEITO PESSOAL DE GÊNERO E APLICAÇÃO NO PRODUTO

A maioria das roupas podem ser usadas por um público masculino e feminino, principalmente por causa das estampas que são bem extravagantes, algumas; e eu diria que é uma tendência. Vários estilistas já estão criando roupas unissex… Lógico que no Brasil, o pessoal é bem mais fechado e eu acho que o Canadá é um país bem mais aberto por ter muitas culturas em um mesmo país. Eu diria que a aplicação desse conceito de gênero, nas minhas peças, se dá por meio das estampas e de algumas silhuetas.

REFERÊNCIA DO CEARÁ PARA A VIDA PROFISSIONAL

Eu levo comigo o calor humano, que o cearense, brasileiro sempre vai ter; contudo, as minhas roupas são mais cosmopolitas. São um pouco mais para as “cidades grandes”, metrópoles.

+ DESFILE COMPLETO

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Fotos@DFHouse

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