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‘Jesus Ñ Voltará’: segundo álbum de Mateus Fazeno Rock apresenta sensibilidade visceral

28 abr 2023 | Entretenimento

Por Tainã Maciel

Poético e impactante, o lançamento do artista cearense conta com participações de Jup do Bairro, BrisaFlow, Mumutante, Big Léo e Má Dame

Capa do álbum “Jesus Ñ Voltará” (Foto: Jorge Silvestre e Naya Oliveira|Identidade visual: Paula Tronajy)

Uma das grandes revelações do cenário artístico cearense, Mateus Fazeno Rock lança “Jesus Ñ Voltará“, seu segundo álbum de estúdio, nesta sexta-feira (28). Cria das periferias de Fortaleza, Mateus solidifica o seu rock de favela ao apresentar novas músicas com uma sensibilidade visceral, que desafiam poeticamente os sistemas. Na sonoridade e nos versos, testemunhamos a sua história transpassada pela sua gente.

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“O álbum inteiro é interligado em canções sobre os ciclos de começo e de fim da vida. Só que dentro de uma perspectiva da vida na favela e como são os desafios que a gente conta para estar vivo, continuar vivo, querer continuar vivo e gostar de estar vivo“,

conta Mateus.
Mateus é fundador do Fazeno Rock, potente rede de produção cultural formada por artistas ligados pelo rock de favela (Foto: Jorge Silvestre e Naya Oliveira)

Ator, performer, músico, compositor e letrista, Mateus é fundador do Fazeno Rock, rede de produção cultural formada por artistas ligados pelo rock de favela, que busca contrapor às formas hegemônicas de criar música unindo as influências do grunge, punk, funk brasileiro, rap, reggae, dub e R&B. Em seu novo trabalho, ele traz uma gama de vozes e talentos das periferias cearenses e nomes como Brisa Flow, atração do último Lollapalooza Brasil, e Jup do Bairro, com quem se apresentou no Popload Festival.

Potencializar vozes e discursos faz parte do processo criativo do novo álbum. Seja trazendo artistas consagrados a nível nacional ou evidenciar a vibrante cena da capital cearense, com o hip hop de Big Léo e Má Dame e a teatralidade performática da artista Mumutante.

Da lan house aos palcos

Natural da Sapiranga, bairro da periferia de Fortaleza, Mateus teve o primeiro contato com o rock quando criança, por meio de um vizinho que ouvia as bandas Nirvana e Silverchair, e que também organizava festivais de rock no quintal de casa. Essa memória de infância motivou a pesquisa do artista quando o acesso à internet dominou as periferias do Brasil – na metade dos anos 2000 – com as lan houses. Hoje, ele canta sobre vivências e experiências faveladas fazendo refletir sobre temas como saúde, qualidade de vida e perspectivas de futuro.

O artista começou a tocar violão na ONG Revarte, na Sapiranga, mas sua virada artística veio a partir de um sarau, também realizado na região onde cresceu. Além de apresentar poemas e músicas, Mateus era realizador do encontro, o que o colocou em contato com outros artistas. Apesar da aproximação com o rock por meio do grunge, ele não se identificava com os garotos loiros que via nas revistas. O artistas não nega a influência do Nirvana em sua musicalidade, mas buscou fundir Kurt Cobain com Djavan e abandonou virtuosismos em prol de linguagens do punk, tornando-se referência para jovens pretos roqueiros.

Durante a pandemia, Mateus lançou seu debut “Rolê Nas Ruínas“, que já soma mais de 600 mil plays apenas no Spotify e cuja turnê o levou a várias partes do Brasil, dividindo palcos com grandes nomes como Don L (Circo Voador, RJ), Jonathan Ferr (Queremos Lab + Oi Futuro, RJ) e Fernando Catatau e Juçara Marçal (Centro da Terra, SP).

Com produção de Agê, Caiô (Outragalera), Glhrmee e do próprio artista, o álbum “Jesus Ñ Voltará” está disponível em todas as plataformas.

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