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Servidora pública relata experiência de congelamento de óvulos

4 abr 2021 | lifestyle

Por Jacqueline Nóbrega

A jornalista e servidora pública Manuella Nobre tinha o sonho de ser mãe aos 35 anos, mas ao chegar na idade estipulada – ela faz 36 em julho deste ano -, ela estava em outro momento da vida, vivendo um bom momento na carreira e sem um relacionamento estável. A opção de congelar os óvulos para realizar o desejo da maternidade veio como uma solução acessível para a questão. 

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Apesar de saber que existem outras formas para realizar o desejo da maternidade, como adoção, Manuella tinha o desejo de gestar uma criança, por isso recorreu ao congelamento que preserva os óvulos. “É como se eu tivesse ganhado mais tempo pra fazer algumas coisas, como se eu tivesse tirado esse peso e pudesse ir com mais leveza, tranquilidade, pra poder tomar outras decisões com mais calma”, argumenta.

“Quando eu vi que não ia se realizar do jeito que planejei, fui pensar as alternativas, conversei com o meu médico e decidi congelar os óvulos. Na verdade, eu já fui decidida a congelar os óvulos. E foi a melhor coisa que fiz, porque senti como se tivesse tirado o peso do relógio biológico das minhas costas, aquela ‘vozinha’ que ficava falando, me alertando para os 35 anos”, contou ao Site MT

Apesar de ter chegado com relativa facilidade à alternativa, Manuella acredita que o tema ainda é pouco discutido por ser muito novo, além de ter um custo elevado, o que faz com que a maioria das mulheres pensem que não podem fazer um procedimento de congelamento de óvulos.

“Tudo que é novo causa um desconhecimento, não é uma técnica que está disponível há muitos anos para as mulheres. Então, existe um desconhecimento geral. Uma amiga comentou ‘Manu, só tinha visto artista que tinha congelado os óvulos. Nunca tinha conhecido uma pessoa comum que tinha feito o procedimento’. Então, acho que tem uma parte que pode ser vergonha, por todas as pressões sociais, mas eu acho que tem uma questão maior do desconhecimento, de achar que é uma coisa muito distante, algo que não não é alcançável, mas que eu sei que com planejamento você pode realizar, tanto que eu realizei”, argumenta a jornalista. 

Desmistificar o tabu

Manuella também pontua que o momento social que vivemos contribui para que o tema se torne um tabu e faz uma comparação com situações de décadas passadas. “Existiu um grande debate com o surgimento dos métodos anticoncepcionais, que as mulheres começaram a repensar esse papel da maternidade e escolher se queriam ser mães ou não. Aquilo era um tabu, na época, a anticoncepção”, recorda.

Apesar de saber que existem outras formas para realizar o desejo da maternidade, como adoção, Manuella tinha o desejo de gestar uma criança, por isso recorreu ao congelamento que preserva os óvulos. (Foto: Arquivo pessoal)

“A gente não queria que a maternidade fosse compulsória, queríamos programar essa concepção, mas isso teve um preço, que é correr o risco de ter essa dificuldade de engravidar, porque a gente nasce com a reserva de óvulos limitada e ela só vai ao longo dos anos se perdendo”, pontua. 

A servidora pública salienta é que o ideal é que, nas consultas preventivas com o ginecologista, as mulheres conversem sobre o desejo de ter filhos e a reserva ovariana, o que ela não acredita que aconteça. “A gente vai todo ano ao ginecologista, mas não avalia reserva de óvulos. Quais de nós, mulheres, que vamos ao ginecologista todos os anos, conversamos sobre quantos filhos quer ter, como está a reserva de óvulos, qual programação? Essa discussão leva a gente a desmistificar o tabu”, propõe. 

Caminhos autônomos

Sobre a experiência com o procedimento, Manuella relata que foi um processo simples, sem efeito colateral. “Você tem que ficar tomando as medicações, fazer exame de sangue, ultrassom, tem que ir na clínica algumas vezes nesse período de 12, 15 dias, fazer os exames de acompanhamento. Mas não é nada que você não consiga se organizar pra fazer”. 

Ela faz questão de frisar, no entanto, que o o procedimento não deve ser visto como “garantia de 100%”.“Não quero dizer aqui que todo mundo tem que adiar a maternidade, acho que cada mulher vai encontrar o seu caminho. O meu caminho me trouxe ao adiamento dos meus planos de ser mãe, mas não significa que vai ser o mesmo para outras mulheres”, reforça.

Para ela, tão importante quanto estar a par das alternativas disponíveis é garantir que cada mulher tenha autonomia na própria trajetória. “Cada caminho é único pra gente”.

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