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Veganismo: por onde começar? Especialista lista dicas

18 jan 2024 | Lifestyle

Por Marília Serpa

Nutricionista Sara Ortins falou à Plataforma MT sobre os primeiros passos para o veganismo e como adotar o estilo de vida de forma definitiva

Veganismo exclui alimentos e produtos de origem animal (Foto: Reprodução/Freepik)

O veganismo se tornou um assunto bastante comentado nas últimas semanas por conta de duas participantes veganas do BBB 24, a cantora Wanessa Camargo e a modelo Yasmin Brunet. O termo, que se refere ao não consumo de alimentos e produtos de origem animal, levantou questionamentos sobre a origem e como aderir à pratica, que deve ser feita em acompanhamento com especialista.

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Em entrevista à Plataforma MT, a nutricionista Sara Ortins, vegana há 16 anos, explicou sobre o veganismo. “Ele pode se dar por uma série de motivações, entre elas: saúde, ambiental, espiritual ou ética animal”, pontuou. Para além de alimentos, o veganismo pode estar presente na indústria da moda, em cosméticos e medicamentos, no lazer/entretenimento e no transporte, segundo a especialista.

Primeiros passos para se tornar vegano

Ao contrário do que muitos devem pensar, uma boa estratégia para iniciar a caminhada em direção ao veganismo é adicionar novos alimentos no cardápio no lugar de cortar. “É muito mais sobre inclusão do que restrições, e, aos poucos, vamos descobrindo esse novo mundo de sabores e possibilidades, e nos surpreendendo com a diversidade de alimentos que podemos consumir”, pontuou.

Muitos dos alimentos, segundo a especialista, já fazem parte do cotidiano de muitas famílias, como os tradicionais arroz e feijão, além de toda variedade de verduras, legumes, tubérculos e outras leguminosas, como grão de bico, lentilha, ervilha etc. “É possível consumir todos esses vegetais em sua forma original ou com processos simples de cozimento e ainda fazer diversas receitas”, explicou.

No momento em que a alimentação estiver bem diversificada, a nutricionista explica ser o momento ideial para dar um passo adiante e ir diminuindo progressivamente o consumo de produtos de origem animal. A especialista alerta sobre a importância de fazer todo o processo com acompanhamento nutricional, uma vez que é possível haver carências nutricionais que precisam de ajustes.

Ser acompanhado por um especialista também é importante, segundo Sara, por se tratar de uma mudança de padrões alimentares. “É preciso procurar as fontes de nutrientes adequadas dentro do veganismo em comparação ao que já se consumia de origem animal, principalmente pensando em fontes de proteína, ferro, cálcio, zinco e ômega 3, por exemplo”, esclareceu.

Veganismo como estilo de vida

Depois que os primeiros passos para o veganismo forem dados, Sara recomenda criar o hábito de, sempre que possível, preparar os próprios alimentos. “Isso reforça sua autonomia alimentar e abre um leque de possibilidades, além de desmistificar a ideia de que veganismo é caro”, explicou. Ter alimentos naturais e minimamente processados como a base da alimentação também é outro ponto importante.

“Outra dica é pesquisar os produtos que não são testados em animais para ir substituindo na rotina, na forma que for mais prática, viável e sustentável. Hoje, temos muitas opções desde produtos de higiene e limpeza, bem como cosméticos também. É importante também pesquisar livros e documentários sobre veganismo para sustentar e embasar ideais”, completou a especialista.

Buscar desenvolver relacionamentos com outros veganos foi outra dica dada pela nutricionista, além de procurar conhecer restaurantes veganos locais como forma de aproveitar a oportunidade para convidar familiares e amigos para conhecerem também. Quando pessoas que fazem parte do convívio social passam a respeitar a decisão do veganismo, fica mais fácil manter o foco no local certo.

O que comer no veganismo

“É importante que a alimentação seja diversificada e contemple os mais diferentes grupos alimentares que temos na natureza, como: legumes, verduras, frutas, sementes oleaginosas, cereais e leguminosas, sempre procurando variar as refeições e as formas de preparo dos alimentos, para garantir um maior aporte de nutrientes para o corpo”, explicou a nutricionista.

A especialista também apontou que uma alimentação vegana estrita é rica em fitoquímicos, polifenóis e fibras, além de antioxidantes com ação anti-inflamatória e que atuam na melhora da imunidade e proteção contra as principais doenças crônicas não transmissíveis que têm aumentado nos últimos anos, como é o caso da diabetes e de doenças cardiovasculares.

Cuidados importantes que todo vegano precisa ter

Assim como todo padrão alimentar, o veganismo, quando não balanceado, pode ser prejudicial à saúde. “Seja por falta de proteína ou excesso de carboidrato e gordura na dieta, por exemplo, por isso a importância de procurar orientação nutricional e fazer exames bioquímicos para avaliar as necessidades individuais de vitaminas e minerais”, explicou Sara.

A especialista também explica que, durante os check-ups, o principal nutriente que pessoas veganas devem estar atentas é a vitamina B12. Depois dele, ferro e zinco também demandam uma atenção especial. “Para que, caso necessário e tendo os exames de sangue como referência, o nutricionista possa fazer a suplementação de forma adequada”, pontuou a nutricionista.

Veganismo em todas as fases da vida

Sara também explica que não existe nenhuma contraindicação para a dieta vegetariana estrita, desde que seja feita com orientação nutricional. “Ela é saudável e segura para todas as fases da vida, desde a gestação, infância, adolescência, quanto para adultos, idosos e até mesmo atletas, atentando-se para a importância de acompanhamento nutricional adequado”, pontuou.

Para que o veganismo seja introduzido ainda na infância pelos pais ou responsáveis, existem nutrientes e estratégias alimentares importantes a serem adotadas nesse período para que a criança consiga ter todos os nutrientes que o corpo necessita, resultando no crescimento e no desenvolvimento adequados, de acordo com a especialista.

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