16 dez 2025 | Living

Dona de um estilo e sorriso marcantes, a paulista Chris Silveira é conhecida por projetos de alto padrão sofisticados – alguns deles, inclusive, em parceria com marcas consagradas como Elie Saab e Versace Home. À frente do escritório homônimo, que completa uma década em 2026, a arquiteta foi responsável por interiores residenciais e corporativos de grandes empresas no Brasil.
Agora, convidada pela Marquise Incorporações, assina seu primeiro projeto na capital cearense, criando os interiores do ‘The Dream’, novo empreendimento da incorporadora e segundo ‘powered by Porsche Consulting’. Em entrevista à Plataforma MT, Chris falou sobre suas referências visuais, a oportunidade de colaborar com a Marquise e o futuro da arquitetura e do design de interiores de luxo.
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‘The Dream’: Marquise Incorporações anuncia novo projeto ‘powered by Porsche Consulting’
Plataforma MT (PMT): Como você definiria seus projetos?
Chris Silveira (CS): Os meus projetos… Eu gosto muito de falar que [eles] não têm um estilo propriamente fechado. Eu gosto muito de trabalhar com alma e com identidade, e isso é o que vai refletir a expectativa do cliente. Então em cima dessa expectativa é onde eu gosto de desenvolver toda a minha parte conceitual. E para esse empreendimento [o ‘The Dream’], por exemplo, a gente quis trazer muito o alto luxo. Então a gente trabalhou esse design com referencial automotivo que vem por toda a fachada, e a gente criou esses detalhes, entrando tanto nas áreas comuns como aqui no apartamento decorado, e sem perder a sofisticação, o luxo [e], ao mesmo tempo, o conforto, o aconchego, para criar realmente um lugar onde a pessoa entre e sinta que tem personalidade, que tem identidade. Eu acho que a sofisticação e o aconchego são a marca dos meus projetos.
PMT: Onde você busca as inspirações para os seus projetos?
CS: Eu busco muito, na verdade, no lifestyle. Eu viajo bastante e eu gosto de estar sempre atenta a tudo que está acontecendo no mundo, porque a gente projeta para pessoas, no final – a gente não projeta para o design. E o lifestyle, a vida atual, como as pessoas estão enxergando o mundo, é o que tem um grande impacto no que eu costumo transportar pros meus projetos. Por isso que eu gosto muito de trabalhar com aconchego, com conforto, com funcionalidade, mas, ao mesmo tempo, trazer aquela sofisticação, porque brasileiro gosta, né? Então a gente traz o DNA brasileiro, mas de uma forma mais sofisticada.
PMT: Tem algo em específico que te chama a atenção e te traz inspiração?
CS: Principalmente a Feira de Milão [Salone del Mobile], que eu vou todo ano – é o principal para ver o que está sendo proposto. E eu gosto muito de mesclar a moda com o meu trabalho, porque eu acho que são coisas muito linkadas. O que você vê na passarela, você vai ver na poltrona. O que tem história de uma marca, você vai ver essa história também no design deles. E a gente trazer essa história, esse brand, para dentro do projeto é uma coisa muito bacana. Então eu costumo ir em todas as feiras, estar sempre antenada e atenta a tudo que tá acontecendo no mundo.

PMT: E como chegou o convite para colaborar no ‘The Dream’? Como foi criar o projeto de interiores para o empreendimento?
CS: Eu assino alguns projetos da Marquise em São Paulo, e aí eles me chamaram para esse empreendimento e, de novo, é uma identidade diferente. Você perguntou como que eu costumo buscar a minha inspiração… Aqui a minha inspiração foi toda no design aerodinâmico, uma coisa que está muito forte lá fora – principalmente nos Estados Unidos e no Oriente Médio – e [o fato disso] chegar em Fortaleza, eu tô achando incrível. É um projeto do Daniel Arruda que ficou maravilhoso. Então, a pergunta foi: como que a gente vai criar essas linhas, essa modificação entre luz, sombra, reflexo de uma forma que fique moderno, fique futurista, mas que, ao mesmo tempo, dê vontade do morador entrar e falar: “Eu quero passar meu dia a dia aqui. É um espaço que eu me sinto confortável, que eu me sinto aconchegado, tem cara de lar”? Foi nessa mistura que a gente se baseou para transformar o projeto.
PMT: Uma palavra muito usada para descrever o empreendimento é ousadia. Como a ousadia se traduz nesse projeto?
CS: Acho que a ousadia vem, principalmente, nas curvas e nas linhas retas. Essa mistura do curvo com as linhas que transitam entre parede, teto, trazendo essa sensação de velocidade, de movimento, esse lado mais futurista, né? Acho que isso entra muito aqui dentro e, ao mesmo tempo, a gente vai quebrando isso com os tecidos, com as texturas, com as cores… Então a gente tem a bancada, que tem uma luz… Tem toda uma sanca curva, ao mesmo tempo que têm as linhas retas que passam por dentro de uma adega, [que] sobem na parede do quarto… E a gente vai quebrando isso com essas sensações mais aconchegantes, mais calmas. Então a gente fica com esse lado futurista de uma maneira mais confortável.
PMT: Menos robótico…
CS: Menos robótico, exatamente. A gente quebra um pouco a frieza.

PMT: E, para finalizar, para você, qual é o futuro da arquitetura e do design de interiores de alto padrão?
CS: Eu acho que, no momento, o brand está entrando com toda força no mercado de alto luxo. Eu até fui pra Nova York também para ver a feira de varejo [NRF], porque eu acho que tudo linka, tudo é muito unido. E eles estavam falando que o alto luxo criou uma lacuna muito grande entre marca e pessoa. Depois da pandemia, as pessoas querem uma história, querem um porquê. Não é mais o ter por ter. Então eles começaram a criar os cafés, os eventos, os restaurantes, os hotéis, para ter experiências que aproximem a marca de alto luxo da pessoa. E agora eles tão entrando com força no mercado imobiliário, porque é uma forma da pessoa viver o dia a dia com aquela marca. E isso valoriza o imóvel – uma valorização de 10 a 30 por cento do imóvel em relação aos empreendimentos que não são alto luxo. Então isso também traz um conforto para a pessoa investir, comprar… Você está comprando uma história, então não vai envelhecer nunca. Nunca vai ficar desgastado ou fora de moda, porque você tem uma história que é sua. Então o alto luxo no mercado, hoje em dia, é o forte, é o que tá pegando forte mesmo no mercado imobiliário brasileiro.
PMT: Você gostaria de destacar mais alguma coisa do ‘The Dream’? Alguma coisa que foi interessante de projetar?
CS: Ah, acho que tudo foi interessante projetar, né? Acho que o desafio maior foi trazer essas linhas futuristas de uma forma que não ficasse, como você falou, robótico ou frio, mas que a gente conseguisse transbordar essa alma em todos os espaços internos, em toda a decoração do empreendimento e do decorado, mas, ao mesmo tempo, de uma forma funcional que o brasileiro se sinta identificado com ela.
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O ‘The Dream’, novo empreendimento da Marquise Incorporações, une a excelência alemã da Porsche Consulting, responsável pelo planejamento e gestão dos processos construtivos, à sensibilidade brasileira dos profissionais Chris Silveira, Daniel Arruda e Beth Miyazaki.
Localizado na Avenida Rui Barbosa, o projeto contará com apartamentos de 190,26 m² e 223,35 m², além de coberturas duplex de até 439,91 m². Nas áreas comuns, ambientes que unem funcionalidade, sofisticação e sensibilidade, como um espaço wellness com complexo fitness e sala de massagem, piscina com raia de 25 metros e amplo lounge de festas com integração externa.
Seguindo o legado do ‘WIND’, primeiro empreendimento ‘powered by Porsche Consulting’ da incorporadora, o ‘The Dream’ consolida-se como um marco na engenharia de alto padrão da Marquise, elevando a experiência de luxo imobiliário na capital cearense com movimento, engenharia, emoção e autenticidade.