26 jul 2024 | Moda

O segundo dia da 25ª edição do DFB Festival foi marcado por desfiles icônicos e adoráveis surpresas. O trabalho artesanal e autoral e a constante de olhares únicos sobre a moda continuam sendo um dos destaques do DFB. Além dos desfiles, o público pode mostrar o seu lado mais fashionista com os looks do evento e também pode conferir os diversos estandes, ações formativas do DFB Summit e obras de arte da Galeria Mariana Furlani.
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O Concurso dos Novos abriu a programação de desfiles da noite, com coleções da Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Em seguida, o evento foi palco para os talentos de Vitor Cunha, Fruto do Conde, Lindebergue e David Lee, cada um trazendo seu próprio olhar único e sua forma de pensar a moda.
A ocasião também foi marcada pelo lançamento de “Modelagem Plana Feminina”, livro do estilista Vitorino Campos. Com a presença do próprio autor no evento, os exemplares do livro, que traz as experiências do profissional sobre modelagem e moda, foram autografados para o público.
O DFB contou com a presença de diversas personalidades que foram prestigiar os desfiles. Uma das surpresas da noite foi a presença da publisher da Plataforma MT, Márcia Travessoni, que desfilou pela primeira vez no evento para a nova coleção do estilista cearense Lindebergue.

Em suas redes sociais, a publisher exaltou sua amizade com o estilista e agradeceu o convite. “Uma amizade sem prazo de validade. Uma amizade e encontro de almas para lá de 25 anos e hoje ele me presenteou com essa linda homenagem. Vesti uma peça em crochê pelas mãos de Luisa Helena, feita de sacola plástica. Existem amizades que têm prazo de validade, a nossa é eterna. Lindebergue, te amo, gratidão!”, disse Márcia Travessoni.
Concurso dos Novos
Se mantendo fiel à proposta do concurso de apresentar novos talentos, a coleção de alunos de três instituições abriu a noite de desfiles. A Universidade Federal do Cariri (UFCA) iniciou com a sua coleção “Descender”, segunda da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com “O grito do Dragão”. Por fim, a coleção “Sopro de Vida”, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).






*Fotos por Nicolas Gondim
Vitor Cunha trouxe para a passarela do DFB a coleção “Interior: a verdade está dentro de você”, que apresentou um convite de reconexão com a natureza, além de performances e arte durante o desfile. Sendo inspirada na força das águas, a coleção apresentou bastante trabalho manual, macramê, diversos elementos inspirados no mar, peças com fluidez e o uso de cores em peças comerciais e bem trabalhadas. A dualidade entre cachoeira e mar foram o cerne das peças.






*Fotos por Nicolas Gondim
A marca Fruto do Conde fez sua estreia no DFB com uma coleção inédita chamada “Do Kabuki ao Cangaço”. Foram 20 looks que misturam a cultura japonesa com a nordestina em peças coloridas e maximalistas. “A Fruto do Conde é uma marca conceitual, autoral, divertida, inclusiva e que pretende trazer arte para as roupas. Arte móvel é um conceito que a gente pretende. A ideia é que a gente provoque uma reação divertida nas pessoas, traga alegria, que as pessoas que usam as nossas peças tenham uma sensação de de pertencimento e faça uma declaração identitária de que está usando a Fruto do Conde. Que seja divertida essencialmente”, pontuou Denise Faertes, criadora da marca, durante os bastidores dos desfiles.






*Fotos por Nicolas Gondim
O estilista Lindebergue mostrou no DFB uma coleção cheia de arte, significados, texturas e trabalhos manuais. Refletindo sobre o tempo da moda e do ser humano, Lindebergue apresentou a coleção “Prazo de Validade” e exibiu obras únicas como aquelas que usaram do entrelaçamento de materiais em uma espécie de reuso para criar as peças do desfile. O trabalho feito nas peças que utilizavam um tipo de ‘tricô’ utilizando o plástico como material foi realizado pela artesã Luisa Helena.
A atenção aos pequenos detalhes pode ser observada nas escolhas feitas para criar a atmosfera perfeita que envolveu o público que assistia. Desde as flores nos cabelos dos modelos, a trilha sonora escolhida, até a composição criada com as bolsas da marca Matulão, tudo isso mostrava um cuidado e sensibilidade característico do estilista. Trazendo sua própria sensibilidade para a passarela em um conceito disruptivo, o estilista foi ovacionado pelo público por ter entregado um desfile digno de uma galeria de arte.






*Fotos por Nicolas Gondim
David Lee fechou o segundo dia de desfiles no DFB trazendo sua coleção “Horizonte”. O desfile, que comemora os dez anos da marca, foi tomado por peças de streetwear cearense. A coleção do estilista uniu, de maneira exemplar, o crochê com um visual esportivo, trazendo uma vibe única com looks comerciais.
Nas passarelas, o crochê se mixa com tecidos planos, franjas e miçangas em camisas e saias, além de jaquetas bombers com inspiração nos tecidos das pipas que tanto fazem a alegria da criançada cearense.
Ponto de destaque, o styling trouxe cordas náuticas que se tornaram pulseiras. O lançamento especial da coleção também vem em parceria com O Homem do Sapato e sua collab que resultou em um sneaker icônico.
Na 25ª edição do DFB Festival, David Lee prestou homenagem à Cris Maia, que trabalhou com o estilista por anos e fez sua passagem há pouco tempo.




































