Em entrevista exclusiva ao site MT Galeria, Glória Pires alerta para a importância do consumo consciente na indústria da moda. “Precisamos repensar o que é luxo”, enfatiza. Há cinco anos, a atriz fundou a plataforma colaborativa de comércio justo BemGlô, junto com o marido Orlando Morais e a empresária Betty Prado.

Amiga de longa data de Glória, Betty Prado será palestrante da 12ª edição do MaxiModa. O evento reúne profissionais renomados no maior seminário de comunicação, varejo e negócios do Nordeste. As palestras ocorrem no dia 9 de agosto, no Teatro RioMar Fortaleza. Na ocasião, Betty apresentará as tendências sustentáveis disseminadas pela BemGlô, como slow fashion e upcycling.

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A primeira loja da BemGlô foi inaugurada recentemente em São Paulo. Em depoimento ao site MT, Glória destaca os desafios da empreitada no espaço físico e virtual. Leia a entrevista:

Como surgiu a ideia de criar a Bemglô?

Betty Prado, Orlando Morais e eu somos três amigos que já havíamos trabalhado juntos e queríamos criar um site de conteúdo lifestyle. Algo autêntico, seguindo o meu estilo de vida. A questão da sustentabilidade estava ganhando espaço no meu cotidiano e a BemGlô surgiu da vontade de expandir essas ideias e práticas.

Como você define a marca?

Uma plataforma de compartilhamento, com enfoque na sustentabilidade, na economia circular, no comércio justo e na brasilidade. Formamos uma rede do bem, onde damos visibilidade ao trabalho feito à mão, ao reaproveitamento, ao slow fashion, aos designers e às iniciativas sustentáveis. Tudo alinhado com os nossos propósitos, buscando um consumo mais consciente e o empoderamento das comunidades e cooperativas de todo Brasil.

Como a BemGlô contribui para o movimento sustentável?

A curadoria para a escolha de nosso mix de produtos tem como critério trabalhar apenas com marcas que estejam alinhadas à conscientização de consumo, diminuindo o impacto negativo no planeta. Nossas embalagens não utilizam plásticos e, para as entregas na capital de São Paulo, conseguimos que sejam realizadas por bicicletas. Nosso modelo de negócio prioriza a procedência e transparência de quem produz e como produz.

Quem participa desse processo criativo de curadoria e pesquisa?

Betty Prado e sua equipe são responsáveis pela curadoria. As decisões são tomadas visando as melhores práticas e sempre faço minhas sugestões.

Além de e-commerce, a marca possui uma plataforma de conteúdo dentro do site. É um esforço para fazer o bem também disseminando ideias positivas?

Sim, essa foi a ideia primeira: lançar uma plataforma e-commerce com conteúdo para compartilhar ideias positivas. Inclusive, temos uma editoria assinada por mim, a Quarta Gloriosa. Quando lançamos o site há 5 anos, ninguém entendia direito o que queríamos, foi e tem sido um caminhar. Criamos do zero nosso e-commerce, dentro das boas práticas. Hoje e-commerce com conteúdo virou uma tendência.

Presente há quase cinco anos no meio digital, a Bemglô recentemente inaugurou seu espaço físico, em São Paulo. Como tem sido essa experiência?

Tem superado as melhores expectativas desde o primeiro dia. Estamos todos muito felizes. Acredito que a experiência física trouxe uma forma mais próxima e afetiva de fazer refletir sobre questões que sempre falamos em nosso e-commerce: comércio justo, feito à mão, sustentabilidade, upcycling e slow fashion.

Há planos para expansão?

Sim, queremos expandir nossa rede do bem, dentro e fora do Brasil.

Como é possível inovar na moda atualmente?

Acredito que inovação na moda só será possível se houver compromisso com o impacto que gera no meio ambiente. Repensar toda a cadeia produtiva até o consumidor final é urgente. Precisamos repensar o que é luxo.


Fotos: Reprodução/Instagram