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Rio Fashion Week: o que aconteceu nos dois primeiros dias de desfiles

16 abr 2026 | Moda

Por Julia Valentim

Carioca Osklen abriu a programação de cinco dias com desfile no Palácio da Cidade
Camila Pitanga veste ALUF (Foto: Reprodução/Instagram)

Até o dia 18 de abril, o Rio de Janeiro recebe a 1ª edição do Rio Fashion Week, semana que leva a capital carioca de volta à cena da moda internacional. Nos primeiros dias, a programação do evento contou com os desfiles das marcas Osklen, ALUF, Normando, Salinas e Piet + Pool, que agitaram pontos históricos da cidade. 

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Osklen

Sinônimo de despojamento e elegância minimal, a Osklen, do diretor criativo Oskar Metsavaht, retornou às passarelas após sete anos com uma apresentação à altura de novos começos. Abrindo o desfile, a top Carol Trentini em um conjunto de alfaiataria branco, com direito a um colar dourado com pingente na padronagem do calçadão de Ipanema e sandália de dedo preta nos pés – uma tela em branco perfeita para introduzir a miríade de cores, texturas e shapes dos looks seguintes, e abrir o novo capítulo da marca.

ALUF

Inaugurando o segundo dia de RIOFW, a ALUF, de Ana Luisa Fernandes, apresentou ‘Diálogos sobre o tempo’, uma coleção que trabalha as abstrações e as literalidades do tempo por meio de elementos como pérolas, tecidos texturizados que remetem à areia, bolsas com número romanos gravados e até um pingente dourado de ampulheta. O resultado são peças que impressionam pela construção e pela sofisticação made in Brazil. Na abertura do desfile, a atriz Camila Pitanga, trajando um longo off-white fluido bordado com pérolas. 

Normando

Diretamente do Pará, a dupla Marco Normando e Emídio Contente brincou com estamparia e modelagens inusitadas para criar um desfile “botânico” marcado por diversão e regionalismo. Em ‘Natureza Morta’, a marca desconstrói a alfaiataria tradicional, criando formas e volumes que reinventam elementos da cultura paraense – como uma camisa em forma de Tambatajá, um sutiã a la Jean Paul Gaultier com bananas nos seios e as várias peças de látex amazônico, dando um toque de modernidade e ousadia.

Salinas

Na Salinas de Adriana Bozon, a tropicalidade carioca ganha um ar boho e kitsch, além de referências à moda esportiva e aos pássaros da fauna brasileira, que aparecem em aplicações de pedraria, bordados e brincos de crochê coloridos. Em clima de descontração, modelos usavam toalhas enroladas na cabeça, plataformas altas, peças com adereços franjados e acessórios de palha (como um chapéu em forma de ninho). Entre as roupas de banho, biquínis cortininha, maiôs brilhosos e pareôs fluídos em tamanhos micro e maxi.   

Piet + Pool

À frente da Piet, o diretor criativo Pedro Andrade apresentou uma mescla de três coleções, propondo uma atualização do streetwear brasileiro. As peças do Inverno 26, da cápsula de Verão deste ano e da collab entre Piet e Pool (da Riachuelo) bebem de influências punks e esportivas, com direito a moletons grafados com o nome da marca, camisas e bermudas com rasgos e remendos, além tops com estampas que simulam frases em estêncil e escritas à mão. Ao fim do desfile, Pedro e o filho Astro cruzaram a passarela, mostrando que a moda segue em família.

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