14 abr 2026 | Poder

Nycole Mihaliuc, filha de Talyzie Mihaliuc, uma das sócias da Tallis Joias, se prepara para inaugurar a NIKA, sua marca de joias, em maio, no Shopping Iguatemi. Formada em Medicina, ela decidiu apostar no empreendedorismo e levar para o novo negócio a bagagem adquirida ao longo da formação.
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Apesar do diploma, o desejo de empreender sempre esteve presente. “Desde pequena, eu já sabia que em algum momento iria empreender”, afirma. A decisão de seguir por outro caminho veio no fim da graduação, após uma conversa com a mãe e a oportunidade de atuar na empresa da família.
O apoio em casa foi essencial. Se por um lado a mãe já incentivava a mudança, por outro houve receio na reação do pai, que, segundo Nycole, acabou se tornando um dos seus maiores incentivadores. “No fim, eu só tenho a agradecer. Tive apoio dos dois desde o início, e também do meu marido”, conta.
O contato com o universo das joias começou cedo. Ainda criança, Nycole acompanhava a mãe na loja e chegou a vender semijoias na escola. A vivência ajudou a desenvolver habilidades de comunicação e atendimento. “Foi ali que comecei a gostar de lidar com pessoas, de entender cada cliente”, relembra.

À frente da NIKA, ela aposta em uma proposta autoral, com atenção aos detalhes e à experiência do cliente. “É uma forma de traduzir o meu olhar de mundo, o que eu acredito e o que entendo que pode ser feito de forma diferente”, explica.
Mesmo com a mudança de área, a Medicina segue influenciando sua atuação. Segundo Nycole, o aprendizado aparece principalmente na forma de conduzir o negócio e se relacionar com as pessoas. “É uma sensibilidade para perceber o outro, algo que vem muito da Medicina”, destaca.
Sobre a pressão de carregar um sobrenome já consolidado no setor, ela reconhece a responsabilidade, mas encara o momento com leveza. Para Nycole, a NIKA representa uma nova proposta, com identidade própria e espaço para construção gradual.
Embora hoje esteja totalmente dedicada à marca, ela não descarta um retorno à Medicina no futuro, especialmente na área de psiquiatria. “A NIKA ocupa um lugar central neste momento, mas a Medicina ainda faz muito sentido para mim”, conclui.