28 maio 2026 | Poder

Quase uma década após trocar o sol de Fortaleza pelo ritmo frenético de São Paulo, a empresária Giulia Braide, 30, define a mudança para a capital paulista como o combustível para o perfil “zero zona de conforto”. Para ela, o caos urbano não é um obstáculo, mas sim a matéria-prima do trabalho. “São Paulo é caótica, mas é onde as coisas acontecem. Eu saí de Fortaleza há oito anos e, de lá para cá, posso dizer que a minha vida ainda está em constante movimento”, relembra.
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Sócia-fundadora e diretora criativa da Messs – ecossistema criativo que a levou, entre outras conquistas, para a Forbes Under 30 e hoje soma mais de 100 colaboradores -, ela está em movimento constante, mas elegeu o equilíbrio como marco do momento atual. Fugindo do óbvio da alta performance que consome a saúde, Giulia buscou um estilo de vida que respira a mesma exclusividade e verdade das próprias convicções.
“Me mudei para uma casa que tem uma árvore na janela. Abro a janela e vejo o verde. Para mim, isso é luxo hoje: poder desconectar do caos e ter silêncio para processar tudo”, revela, reforçando que viver a rapidez contemporânea só faz sentido se houver um refúgio para a mente e para o corpo.
Hoje, a Messs opera sob pilares que Giulia define como inegociáveis, independentemente das métricas digitais. “Para mim, é inegociável fazer algo que não faz sentido, que eu não acredito. Outro ponto é a minha base: o trabalho não pode me tirar de perto da minha família e das minhas raízes cearenses. Isso é o que me mantém no chão enquanto tudo ao redor gira muito rápido”, estabelece.