22 abr 2026 | Poder

Para quem acompanha o universo contemporâneo da arquitetura brasileira, o nome de Romário Rodrigues não passa despercebido. Nascido em Jaguaretama, no sertão do Ceará, o arquiteto construiu uma trajetória que, hoje, ultrapassa fronteiras. À frente de um escritório com mais de 60 profissionais entre Fortaleza e São Paulo, ele já desenvolveu projetos no Brasil, nos Estados Unidos e em Portugal; participou de edições da CasaCor no Ceará e em São Paulo, além de integrar a lista Forbes Under 30. O reconhecimento é resultado de uma jornada marcada pela curiosidade criativa, coragem para empreender e convicção de que contemplar as próprias raízes é parte essencial do ofício.
LEIA MAIS >> Artistas de Fortaleza participam de mostra que celebra 35 anos da Ponte Cultura em SP
‘Assombro’: mineira Rita Lessa apresenta primeira exposição individual na Cave
Antes de escolher a arquitetura como profissão, Romário já demonstrava inclinação para a criação. “Desde muito cedo, eu sabia que queria fazer algo criativo, algo que mexesse com design, com beleza, com transformação, mas sou filho de pais comerciantes. As profissões que ‘apareciam’ naturalmente eram Medicina e Direito”, conta.
À medida que compartilhava as inquietações sobre o futuro, amigos começaram a incentivá-lo a buscar uma carreira que dialogasse mais com seu perfil. “Percebi que a arquitetura unia tudo que eu amava: design, arte, moda, sonhos, a possibilidade de criar espaços que transformam a vida das pessoas”, constata.

Romário ingressou no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Fortaleza em 2012. Segundo ele, o período universitário foi decisivo para ampliar o repertório. “Aprendi que colaboração é essencial nessa área. Nunca fui um aluno nota 10, mas sempre estava participando de extensões, trabalhos de estágio, sempre com a mão na massa”.
Durante a formação, também buscou expandir o olhar por meio de um intercâmbio em Portugal. O contato com a arquitetura europeia trouxe nova sensibilidade ao processo criativo. “O que mais me marcou foi a forma como os europeus lidam com o tempo, com a história. Nem sempre a resposta está em criar algo completamente novo, mas em saber conversar com o que já existe”.