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Coragem nos pés: a jornada de Ana Virgínia Martins em sua primeira maratona

10 nov 2025 | MT Acontece

Por Julia Valentim

Em conversa com a Plataforma MT, empresária falou sobre início no mundo da corrida
e a persistência para completar prova
Ana Virgínia Martins participou de maratona na Europa (Foto: Divulgação)

No último mês, Ana Virgínia Martins correu sua primeira maratona. A prova, que aconteceu em solo europeu, foi um marco na história da empresária, que nunca pensou que completaria os 42 km. Em entrevista exclusiva à Plataforma MT, Ana Virgínia detalha o percurso até a corrida – da superação inicial à coragem de participar do desafio. 

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“É um desafio: ‘eu posso, eu consigo, eu jamais vou desistir de nada, então não posso desistir dessa corrida’” – Ana Virgínia Martins

A corrida veio num momento providencial para Ana Virgínia Martins. Em busca de saúde e qualidade de vida, a empresária decidiu adentrar no mundo do esporte após participar de uma prova de revezamento de 5 km e não conseguir correr. “Eu tinha que correr 1 km – e eu não consegui. Eu tive que andar porque eu não tinha aptidão pra corrida”, disse em conversa com a Plataforma MT“Aí comecei a treinar com personal, timidamente, e quando foi no final do ano, eu fiz foi os 5 [km] em vez de fazer um só”

Após 22 meias maratonas – realizadas em lugares com Rio de janeiro, Madrid e Nova York –, veio a vontade de fazer a prova completa. Até tomar uma decisão, porém, Ana Virgínia achava ser “impossível” correr uma maratona. “Eu tenho uma doença autoimune chamada artrite reumatoide e, quando eu estava em crise, ela prejudicou muito meu joelho. Durante um período, eu até tive uma dificuldade de andar. Então eu achei que correr era uma coisa muito distante, e uma maratona, pra mim, era algo impensável”.  

Mas, com persistência e coragem, Ana Virgínia correu atrás de seus objetivos, continuando, consistentemente, seus treinos semanais. Com o apoio de uma equipe composta por nutrólogo, nutricionista, fisioterapeuta, personal trainer e treinador de corrida, a empresária foi ganhando mais confiança, a ponto de ser chamada para participar de uma prova na Europa.

Prova teve Alemanha, Suíça e Áustria como cenários (Foto: Divulgação)

Na ocasião, a assessoria de corrida da qual faz parte estava completando 20 anos, e seu treinador, encorajando-a, insistiu para que corresse sua primeira maratona. “Ele conversou comigo, disse ‘Não, você vai conseguir. A gente treina. São quatro meses de treinamento, você vai conseguir chegar lá. Confia em mim’. E assim eu fui.”

O continente europeu foi escolhido como o destino da comemoração, reunindo 109 atletas para provas de 10, 21 e 42 km que passavam por Alemanha, Suíça e Áustria em um percurso encantador pelo Lago de Constança. Acompanhada de amigos da assessoria de corrida, do marido Otacílio Valente e da filha Marina Martins, Ana Virgínia recebeu todo o apoio antes e depois da maratona. 

“A rede de apoio é grande, apesar de que lá em casa a minha família disse que nunca mais eu vou fazer outra maratona [risos], porque me privava um pouco na hora de sair. Mas, assim, era da boca pra fora, claro. Eles são os maiores incentivadores. Todos os dias estavam lá curtindo e felizes com as minhas vitórias”. E na corrida europeia não foi diferente.

Durante 5 horas, Ana Virgínia correu sua primeira maratona, sentindo-se feliz pela conquista. Na linha de chegada, a empresária sentiu o carinho dos amigos e familiares, que a receberam com uma faixa onde lia-se “Nossa maratonista Ana Virgínia”“É muito bacana. Eu me senti muito emocionada em terminar a prova, como se fosse, assim, aquela sensação de ‘eu posso’. É… É felicidade. Eu não sei nem descrever bem, mas é uma felicidade com você mesmo”, disse.  

Ana Virgínia Martins se sentiu realizada após terminar a prova (Foto: Divulgação)

Enquanto uma mulher acima dos 50 anos, Ana Virgínia também encarou a maratona como uma prova de resiliência e persistência“[A corrida] funciona pra mim como uma terapia. Quem treina pra uma maratona se prepara também pra muita coisa na sua vida pessoal e profissional. É aquela sensação de poder, de empoderamento. Você não vai ganhar de ninguém – na verdade, você vai ganhar de você mesmo. O prêmio é você provar pra sua mente que você é capaz de dominá-la e conseguir o que quer.”

Aguardando ansiosamente os próximos passos no mundo da corrida, Ana Virgínia ressalta a intenção de participar de novas provas. “Depois que você completa, fica aquela vontade quero mais. Então, com certeza, talvez venha fazer outras [maratonas] ano que vem ou no outro ano”, finalizou. A maratona europeia de Ana Virgínia promete ser apenas o início de uma paixão duradoura, que, com certeza, verá novos capítulos e percursos. 

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