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Exposição celebra centenário de Tom Jobim com experiência imersiva na Unifor 

25 set 2026 | MT Acontece

Por Redação

Mostra itinerante “Jobim-açu” transforma caminhão em experiência imersiva e celebra o centenário do compositor

Exposição “Jobim-açu” celebra o legado de Tom Jobim com uma experiência imersiva que reúne música, natureza, imagens e memória na Unifor (Foto: Paulo Freitas)

A Universidade de Fortaleza (Unifor) recebe, de 1º a 9 de outubro, a exposição itinerante “Jobim-açu”, que celebra o centenário de Tom Jobim (1927-1994) com entrada gratuita.

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Instalada na Praça Central, em frente ao Centro de Convivência, a mostra propõe uma imersão no universo do compositor a partir de sua relação com a natureza, a música e a cultura brasileira. A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.

Com curadoria do jornalista Hugo Sukman e direção artística da cineasta Daniela Thomas, “Jobim-açu” tem como principal atração um caminhão transformado em espaço expositivo. A proposta leva o público a uma experiência que combina imagens, sons, tecidos e elementos visuais inspirados na Mata Atlântica, tema recorrente na obra de Tom Jobim.

O próprio nome da exposição faz referência à canção “Querelas do Brasil”, de Aldir Blanc e Maurício Tapajós. Na composição, o sobrenome Jobim aparece associado ao termo de origem tupi “açu”, que significa “grande”. A escolha reforça a dimensão da obra do maestro e sua ligação com as paisagens, os sons e a biodiversidade brasileira.

“Tom enxergava a floresta como patrimônio cultural. Ele costumava dizer que toda a sua obra havia sido inspirada pela Mata Atlântica. O músico compreendeu cedo que a biodiversidade brasileira não era apenas cenário, mas linguagem. A exposição parte justamente dessa convicção, mostrando como rios, árvores, aves e estações do ano inspiraram sua produção artística e moldaram sua maneira de pensar o Brasil”, conta Sukman.

A experiência começa do lado externo, com o caminhão envelopado por uma obra inédita de Danilo Zamboni, arquiteto e ilustrador. No interior, o visitante encontra uma ambientação inspirada em uma floresta, com tecidos suspensos que recebem trechos de músicas, fotografias e imagens relacionadas à vida e à carreira de Jobim.

A direção artística de Daniela Thomas busca criar uma espécie de “clareira poética”, aproximando música, memória e natureza. Um painel reúne registros biográficos do compositor, enquanto os elementos cenográficos convidam o público a percorrer o espaço em um ritmo mais contemplativo.

“Transformar um caminhão em um pedaço da Mata Atlântica significava criar um espaço onde as pessoas deixassem a cidade por alguns instantes. Trabalhamos com tecidos, imagens, sons e com o traço delicado de Zamboni para que cada visitante tivesse a sensação de atravessar a paisagem que alimentou a imaginação de Tom. É uma cenografia que convida a olhar para cima, ouvir os pássaros, perceber a luz e compreender que aquela floresta sempre esteve presente na música dele. A sensação é a de caminhar pela floresta que Tom tantas vezes traduziu em sons”, afirma Daniela.

A programação também ocupa a área externa da exposição, onde cinco estações, formadas por 20 painéis, apresentam diferentes momentos da trajetória de Tom Jobim. O conteúdo percorre desde a infância até a projeção internacional do artista, considerado um dos grandes compositores do século XX.

Para completar a experiência, o público poderá acompanhar playlists elaboradas especialmente para a mostra. Durante a semana, a seleção privilegia músicas nas quais a natureza tem papel central. Aos fins de semana, entram no repertório clássicos como “Chega de Saudade” e “Se Todos Fossem Iguais a Você”.

“Durante a semana, estudantes serão recebidos por uma seleção dedicada às composições em que a natureza ocupa lugar central, ampliando o caráter educativo da exposição. Aos fins de semana, o repertório incorpora clássicos que atravessaram gerações, como ‘Chega de Saudade’ e ‘Se Todos Fossem Iguais a Você’, aproximando novos públicos da riqueza da obra de Jobim”, conta Daniela.

Além da visitação, Jobim-açu terá oficinas direcionadas a crianças e estudantes, reunindo atividades relacionadas à música, literatura, ilustração e educação ambiental.

Para a vice-reitora de Extensão e Comunidade Universitária da Unifor, Adriana Helena Moreira, a realização da mostra no campus aproxima arte, cultura e consciência ambiental.

“Tom Jobim não foi apenas um gênio da nossa música, mas também um olhar atento para a natureza e para a preservação do Brasil. Trazer essa exposição itinerante para o campus da Unifor alinha perfeitamente a arte à conscientização socioambiental, valores que buscamos trabalhar constantemente em nossas ações de extensão universitária”, comenta.

Serviço
Jobim-açu – exposição em homenagem a Tom Jobim
Local: Praça Central da Unifor, em frente ao Centro de Convivência
Endereço: Av. Washington Soares, 1321 – Edson Queiroz
Período: 1º a 9 de outubro
Horário: 9h às 19h
Entrada: gratuita

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