A 12ª edição da Bienal Internacional de Dança começa nesta quarta-feira (16), e vem celebrando as múltiplas formas de se fazer dança na atualidade. Na programação, espetáculos em teatros e espaços alternativos, além de shows, performances e festas.

Um dos grupos que se apresentará neste ano na Bienal é formado por ex-alunos do Colégio de Dança do Ceará. A equipe do Site MT conversou com o coreógrafo Fauller e com o bailarino Marcelo Hortêncio, que falaram da importância do evento, assim como do espetáculo comemorativo de 20 anos do colégio.

Os bailarinos apresentarão o trabalho “Como você se sente agora?“, criado por Fauller em comemoração aos 20 anos do Colégio de Dança do Ceará. “Eu propus a criação desse espetáculo e convidei alguns amigos que fizeram parte do colégio, que dançaram comigo na época. Conseguimos reunir um grupo representativo de pessoas que fazem parte da história da dança do Ceará para a apresentação”, declara o coreógrafo.

O Colégio de Dança do Ceará foi uma ação formativa que aconteceu em Fortaleza, entre os anos de 1999 e 2002, possibilitada através da articulação dos profissionais da dança da cidade. A apresentação será uma grande homenagem ao colégio, mas também a todos os bailarinos envolvidos.

Marcelo afirma que “o espetáculo fala sobre a nossa dança, de cada participante, após 20 anos do Colégio. Como somos hoje e a nossa verdade em cena”. Fauller ainda destaca: “O trabalho é sobre como cada um atravessou esse tempo, o que cada um fez da sua própria vida, como cada um traçou sua carreira. Por isso se chama ‘Como você se sente agora?’. Essa pergunta vale tanto para o público como para nós mesmos”.

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Bienal Internacional de Dança

Considerada um dos mais importantes eventos de dança da América do Sul, a Bienal Internacional de Dança do Ceará é uma grande vitrine para divulgar o trabalho dos bailarinos cearenses e do País. Fauller e Marcelo já tiveram a oportunidade de participar outras vezes do evento, incluindo a primeira edição do evento.

Marcelo Hortêncio Foto: Arquivo Pessoal

“A Bienal foi e é de grande importância no cenário da dança cearense, pois possibilita um intercâmbio com artistas maravilhosos, com palestras e um olhar para a dança que instiga, que questiona, que desperta a curiosidade, que inova”, afirma Marcelo. “Ela condensa muito as informações e multiplica com o público. Eu costumo dizer que a minha carreira veio se construindo nesses últimos 20 anos paralelamente a Bienal de Dança, muitas vezes graças as ações propostas por ela”, ressalta Fauller.

Além disso, eles enfatizam a importância do evento para criar oportunidades para os jovens bailarinos, fazendo contatos com pessoas de outras cidades e até mesmo outros países. Foi através da Bienal que Fauller conseguiu um contrato e se mudou para Paris, na França. “A bienal não acontece somente no momento dos espetáculos, ela acontece durante a semana inteira, nos encontros que vão acontecendo durante o dia e a noite, que se estabelecem depois como relações de trabalho e de afeto. É uma oportunidade única e todos nós da dança do Ceará ficamos bem ansiosos com cada edição”, completa.

Dança em Fortaleza

A dança no Ceará vem ganhando muita força, com diversos projetos voltados para todas as idades. Para Fauller, a Bienal tem um papel muito importante nisso e também este reencontro do Colégio de Dança do Ceará: “Essa é uma oportunidade muito ímpar e singular na vida de cada um de nós. Poder se encontrar 20 anos depois e ainda estar trabalhando com dança. Isso só é possível graças às políticas públicas que foram geradas naquela época para que o colégio de dança acontecesse”. 

Marcelo ainda completa: “Hoje vejo Fortaleza com bons espaços que dão oportunidade da dança desde crianças até adultos. Cito a Vila das Artes e a Rede Cuca. Além de outros projetos como Vidança, Edisca, Katiana Pena e outros”.

A apresentação do Colégio de Dança do Ceará acontece nesta quinta-feira (17), as 20h no Theatro José de Alencar. A Bienal Internacional de Dança continua com sua programação até o dia 27 deste mês.