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Conheça o trabalho da cearense Nyna Nóbrega como artista visual

26 mar 2019 | Notícias

Por Lucas Magno

Com apenas 24 anos, Nyna Nóbrega vem ganhando espaço no cenário cearense pelo seu trabalho como artista visual. Estudante de arquitetura e urbanismo, ela tem entre suas referências nomes como Basquiat, Klimt e Monet, além de já ter vendido seu trabalho para clientes na França e em Portugal. Confira a entrevista na íntegra com a cearense e conheça mais detalhes de sua trajetória:

Quando você começou sua relação com a arte? Foi influenciada por alguém da sua família?

Se você acreditar em energia, eu diria que a atmosfera da casa onde eu cresci sempre foi criativa. Meus avós eram ligados de alguma forma a arte; pela pintura, escultura, ou simplesmente por soluções inventivas para problemas do dia a dia. Desde que consigo lembrar, ganhava canetinhas e lápis de cor de presente, e sempre adorei rabiscar uma parede ou outra. A verdade é que pintar sempre foi muito instintivo pra mim, e acredito que a grande diferença se deu pela minha família não podar este comportamento tão natural de uma criança.

Hoje você se dedica exclusivamente ao seu trabalho como artista visual?

Sim, trabalho exclusivamente com arte. Mas divido meu tempo entre o o trabalho e o curso de arquitetura e urbanismo, que amo com a mesma intensidade. Quanto a minha forma de trabalho, bom, faço de tudo um pouco e muito de tudo. Tenho uma linha de trabalho que eu chamo de encomendas sensoriais, onde o cliente me conta sobre a vida, sentimentos, as pessoas importantes para ele e o porque de ele estar encomendando uma obra. Com isso, eu crio, idealizo e desenho algo que contemple e sintetize aquele momento. Costumo dizer que não vendo um produto, eu traduzo sentimentos! Além desta linha, eu desenvolvo coleções, que são vendidas em lojas de decoração e interiores, e faço visitações e consultorias na casa dos meus clientes. Quanto a técnica, uso um misto de materiais e superfícies, que vão do canson a tela, do nankin a tinta acrílica.

Como é seu processo de criação? Quanto tempo leva para desenvolver um desenho?

O processo de criação é um misto de vivências diárias. Exposições que eu visito, pessoas que conheço, livros que leio, viagens que faço. É uma construção e descontrução constante. O processo de concepção é um pouco mais introspectivo. É, na verdade, o ato de processar todos esses estímulos e transformar em algo palpável. Tem gente que faz yoga, corre na praia; a minha terapia é canalizar tudo que eu sinto pra tela. O tempo de desenvolvimento varia muito, eu costumo dar um prazo de vinte a trinta dias para os meus clientes; muito embora costume sempre sair um pouco antes. Como a arte toca as pessoas de uma forma tão particular, isso gera expectativas quanto a entrega, então prefiro sempre dar um tempo extra e entregar antes, do que frustrar alguém por conta de atrasos.

Quem são suas principais referências no segmento?

Assim como as pessoas mudam a todo instante, as minhas referencias também costumam mudar de acordo com o meu crescimento e grau de consciência. Atualmente tenho estado muito tocada pela irreverência de traço e densidade da alma do trabalho de Basquiat. Adoro uma crítica disfarçada de inocência. Tenho uma conexão profunda com Klimt e suas
mulheres, com o impressionismo de Monet e com a vida e obra de Portinari. Gosto muito de Irving Penn, de Sebastião Salgado e Annie Leibovitz. Da nova geração, tenho curtido bastante acompanhar o trabalho do ilustrador Conrad Roset, o street art do Rafa Sanches e as composições do André Nódoa.

Você também faz desenho para tatuagens… é isso mesmo? Me conta mais sobre isso!

Há alguns anos atrás, trabalhava mais com tatuagem, mas hoje em dia filtro bastante este tipo de encomenda por conta de tempo e do volume de trabalho que tenho recebido. Mas ainda guardo com muito carinho essa experiência.

Como é o retorno do público cearense com o seu trabalho?

O retorno tem sido ótimo! Já conheci alguns amigos através da arte, e isso em si já é maravilhoso! Quanto a receptividade, cada pessoa que se sente tocada com meu trabalho, seja direta ou indiretamente, pessoalmente ou pelas mídias sociais, é algo que ainda me deixa ao mesmo tempo surpresa e muito feliz! Saber que parte de mim é ressignificada e traz cor para a vida de outras pessoas é algo que move meu trabalho. Acho que conexão é a palavra, sabe? Costumo ter encomendas de outros estados e vez por outra encomendas para outros países. Há alguns anos eu morava na Austrália, então trabalhava com arte por lá também. Depois que voltei, deixei um canal aberto, sabe? Já vendi também pra Portugal, e mais recentemente, França.

Quais são seus projetos para 2019? Algo que gostaria de destacar?

Esse ano estou reformando o meu ateliê. Ao que tudo indica no final de 2019 vou ter um espaço novinho para voltar a receber os clientes! Com isso, já tenho em mente futuros eventos para estreitar e aproximar a relação entre a arte e o publico. Também estou super empolgada com a possibilidade de participar de exposições e de novos contratos. No mais, acredito que esse ano será um ano de muitas novidades, trabalho, mudanças e de muita energia boa.

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