Empresas aumentam presença online e se reinventam durante a pandemia

Por Redação
Empresas aumentam presença online e se reinventam durante a pandemia

A pandemia do novo coronavírus afetou diversos setores responsáveis por movimentarem a economia. Com os espaços físicos inativos devido ao isolamento social, empresas locais fizeram da internet uma aliada e decidiram investir em plataformas digitais, reinventando os negócios.

Com a evolução do vírus, o restaurante Casa Bendita, assim como outros estabelecimentos, teve de suspender as atividades presenciais. A alternativa encontrada para atender os clientes foi aderir ao sistema de delivery. Entretanto, narra a proprietária, Auxiliadora Félix, nem todos os produtos podem ser fornecidos no serviço de entrega em domicílio, uma vez que a qualidade pode ficar comprometida. Peças de crochê e bordado do armarinho Bem Fazer, que fica no restaurante, também estão sendo vendidas por delivery.

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A Casa Bendita apostava no espaço como diferencial e precisou se reinventar, adaptando o cardápio ao delivery

“Não tínhamos delivery antes porque tínhamos a visão de que as pessoas queriam estar lá no espaço físico da Casa Bendita. Muitas pessoas estão gostando, parabenizando porque, às vezes, não conseguem se deslocar, por ser longe ou por alguma outra impossibilidade”, descreve Auxiliadora

O momento de quarentena, contudo, está sendo bem complicado, segundo ela pondera. “Ficamos nos perguntando quando acabará. É um momento de incertezas”, conta a proprietária, assegurando que continuará disponibilizando o serviço.

Primeira loja colaborativa de Fortaleza, a Elabore reúne trabalhos de mais de 100 micro e pequenos empreendedores. A empresa, que tem duas lojas físicas, já vendia roupas e acessórios pelas redes sociais, mas devido ao isolamento social, lançou uma plataforma de e-commerce na qual disponibiliza todos os produtos, além de frete grátis para todos os bairros de Fortaleza.

No Instagram, a Elabore anunciou o fechamento temporário e vem reforçando a presença online

De acordo com a sócia-proprietária da Elabore, Raquel Praxedes, a mudança na rotina está sendo desafiadora, uma vez que maior parte das vendas aconteciam nos espaços físicos, o que, avalia, possibilitam um atendimento diferenciado aos clientes. “O online já era um desejo nosso, e fizemos mais esse sonho acontecer. Está sendo um agregador incrível no nosso meio colaborativo, dando mais uma oportunidade para os pequenos produtores que, talvez, nessa crise, não conseguissem sobreviver sozinhos”.

Delivery pioneiro

Ajustando os últimos detalhes da parceria firmada em janeiro deste ano com o iFood, aplicativo de entrega de comidas, o Hard Rock Cafe Fortaleza anunciou o serviço durante o período de isolamento social. A unidade foi a primeira da rede mundial a disponibilizar o serviço na plataforma.

Na promoção de lançamento, conta o presidente da VCI SA, Samuel Sicchierolli, os clientes pagavam um sanduíche e recebiam dois, o que acarretou em uma alta demanda, fazendo com que o restaurante dobrasse a produção.

“Acabou sendo uma surpresa porque a gente teve um volume de vendas bem acima do que imaginávamos. É um número que não pode ser considerado normal, pois está inflacionado, uma vez que as pessoas estão em casa. Estamos satisfeitos com a operação e torcendo para que, lógico, a situação seja controlada e voltemos a funcionar normalmente”, pondera Samuel.

Ele acredita que procedimentos adotados pela empresa, como biossegurança, utilização de equipamentos apropriados, limpeza e garantia de segurança alimentar influenciam na decisão de compra, o que, destaca, está acima até mesmo do preço. Devido ao sucesso no iFood, o restaurante, que abria às 17h30 e fechava à meia-noite, passará a funcionar a funcionar a partir das 11h, porque, a partir da semana que vem, fornecerá almoços.

Produtos e protocolos especiais

O designer de moda Iury Costa decidiu investir em um serviço de consultoria online, o que já fazia antes do período de isolamento social. Optou pelo WhatsApp por ser uma ferramenta usada por boa parte das clientes que atende.

“Percebemos um aumento na venda online diante do que era antigamente. Buscamos tornar isso uma prática envolvente. Não queremos que a humanização e a responsabilidade social se perca. Focamos na roupa que pode ser mais confortável para ficar em casa, que seja atemporal, maior durabilidade”, afirma Iury Costa.

Por meio do aplicativo, são mostradas as opções das peças, as cores e a disponibilidade. Logo após, um motoboy entrega as roupas escolhidas na casa dos clientes. Antes de sair, as peças são passadas no vapor quente e lacradas em uma embalagem. O procedimento também é feito quando volta, após a cliente ter experimentado, diz o empresário.

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