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Escritório cearense estreia em bienal de arquitetura em São Paulo 

29 set 2025 | Notícias

Por Redação

O escritório Rede Arquitetos é destaque com projeto idealizada o ONG no litoral leste cearense 
Bruno Braga, Bianca Feijão, Luiz Cattony, sócios do Rede Arquitetos (Foto: Igor Ribeiro)

A 14° Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (BIAsp), uma das exposições mais importantes da área no Brasil e no mundo, regressou ao Parque Ibirapuera desde o dia 18 setembro e ficará aberta até o dia 19 de outubro. Esta edição do evento está discutindo o papel da arquitetura na reversão do quadro das crises climáticas enfrentadas na atualidade. Com iniciativas que destacam soluções sustentáveis, o escritório cearense Rede Arquitetos, junto de mais outros dois, são os representantes do estado para o evento.

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O Comitê Curatorial da  14ª edição da BIAsp é formado por seis profissionais, com destaque para o arquiteto e urbanista cearense Clevio Rabelo, professor do Instituto de Arquitetura, Urbanismo e Design da Universidade Federal do Ceará (IAUD/UFC).

O Rede Arquitetos estreia na Bienal com a exposição “Arquitetura em três tempos: Centro de Visitantes Banco dos Cajuais”. O projeto foi elaborado para a ONG Aquasis na região de Icapuí, que atua há mais de 30 anos em ações de preservação da biodiversidade no Ceará. Além dele, os, escritórios cearenses  Lins Arquitetos e Azul Pitanga, sediados no Cariri, participam do evento. 

Desenvolvido em 2020, o projeto foi finalista – neste ano – do 2º Prêmio PROJETO de Arquitetura, um dos mais prestigiados do país, na categoria “Arquitetura de Interesse Social”. A obra se organiza em três tempos: o da construção, com nichos que se adaptam a cada etapa e programa; o da luz, usada de forma estratégica em aberturas, volumes e sombras; e o do uso, que aposta em espaços sempre prontos para novas apropriações.

“Trabalhamos com uma abordagem bioclimática que valoriza os recursos naturais disponíveis que atuam para potencializar o conforto térmico na proteção dos espaços. Por isso, a construção é pensada como suporte para a vida das pessoas. A força não está apenas na edificação em si, mas na forma como será ocupada e reinventada no dia a dia”, destaca o arquiteto Luiz Cattony, sócio do escritório.

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