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Socorro Acioli debate samba e literatura na 28ª Bienal do Livro SP

5 ago 2026 | Notícias

Por Julia Valentim

Escritora cearense integra programação de último dia do evento em palestra com
autor Itamar Vieira Jr. e carnavalesco Milton Cunha
Socorro Acioli participa pela primeira vez da Bienal do Livro SP (Foto: Reprodução/Instagram/Julia Mataruna)

Há 30 dias da abertura da 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a cearense Socorro Acioli, autora dos aclamados “Oração para desaparecer” e “A cabeça do santo”, se prepara para debater literatura e carnaval ao lado de Itamar Vieira Jr. e Milton Cunha. Na palestra, que acontece no dia 13 de setembro, os escritores conversam com o carnavalesco sobre a adaptação de suas obras em samba-enredo e os encontros entre as duas formas de arte.

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Declarada a autora mais vendida da Flip 2026 – e com o lançamento “Amar é inadiável” no topo da lista de obras mais vendidas no evento -, Socorro Acioli é sucesso incontestável e presença marcada em bienais Brasil afora. Pela primeira vez na Bienal de São Paulo, a escritora será um dos destaques da programação, participando de uma conversa com outro grande nome da literatura brasileira contemporânea, Itamar Vieira Jr., autor de “Torto Arado”, que também estreia no evento paulista.

Para além do sucesso editorial e da presença inédita na Bienal, os dois autores compartilham outra semelhança: ambos terão suas obras adaptadas no Carnaval carioca em 2027“A cabeça do santo”, de Acioli, será samba-enredo da Unidos da Tijuca, enquanto “Torto Arado” desfila na Sapucaí pela Unidos de Vila Isabel. Tal “coincidência” será tema do debate “Esse livro dá samba: quando a literatura entra na avenida”, mediado pelo carnavalesco Milton Cunha.

O soteropolitano Itamar Vieira Jr. também integra o debate (Foto: Reprodução/Instagram)

Ao portal Rio Sapucaí, Socorro detalhou a expectativa para o desfile e o momento em que recebeu o convite. “Quando recebi a ligação do Lucas [Milato, carnavalesco] perguntando se a Unidos da Tijuca poderia se inspirar na minha obra literária eu não acreditei. Na verdade, eu continuo não acreditando. Acho que a ficha vai caindo aos poucos até chegar o carnaval. […] O samba sabe contar história muito melhor do que a literatura. Na verdade, somos nós que temos que aprender com o samba e com a escola a contar história direito”, disse a autora.

A fala antecipa um pouco do que deve ser debatido na Bienal do Livro de São Paulo: as interseções entre as duas linguagens artísticas, as maneiras de adaptar uma obra literária e a importância do samba e do Carnaval na materialização de imaginários da cultura brasileira. Como aparece na própria descrição da palestra, será o “encontro entre duas das mais potentes formas de narrar o Brasil: o livro e o carnaval”.

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