Jesuíta Barbosa é capa da revista “TPM” e fala de sua trajetória nos últimos anos

Por Lucas Magno
Jesuíta Barbosa é capa da revista “TPM” e fala de sua trajetória nos últimos anos

Jesuíta Barbosa é a capa da edição de junho da revista TPM, que em entrevista aborda a carreira do ator no teatro, cinema e na televisão. Apesar de ser pernambucano, o ator tem forte relação com o Ceará, já que seu pai nasceu no interior do Estado e foi aqui que ele passou a integrar o coletivo “As Travestidas”.

À publicação, contou que aos 17 anos prestou vestibular para publicidade, pedagogia e licenciatura em teatro. Ele passou para os dois últimos cursos e optou pelo teatro. Antes mesmo disso, ele já tinha se encontrado com o grupo “As Travestidas”, idealizado por Silvero Pereira. “Foi ali no teatro que fui descobrindo minha passagem para a vida adulta e só me fez bem”.

“Criou-
se esse coletivo naturalmente. Um lugar de possibilidades mil, de liberdade, libertinagem, descoberta sexual, tudo isso era muito importante pra gente na época. Esse ambiente era facilitador”, disse ainda sobre o coletivo.

Com o grupo, viajou para cidades do interior do Ceará e falou sobre a boa receptidade das pessoas. “Juazeiro, por exemplo, é a terra de Padre Cícero, de beatas, de gente muito religiosa. Mas um lugar que recebia a gente muito bem – olha que contraste”.

Jesuíta também contou que só foi chamado para o filme “Cine Holliúdy“, seu primeiro longa, porque era muito magro. “Foi minha primeira experiência, foi boa, porque eu era daquele lugar, desse cearense falado. Acho um filme muito divertido”.

O ator ainda relembra que depois de “Praia do Futuro“, onde contracena com Wagner Moura, ficou duas semanas acamados, por não saber dosar e botar limites. “No começo, me joguei de um jeito que depois até recuei. Essa coisa juvenil, fazia tudo com muita garra, força, vontade e, quando terminava, ficava muito cansado, doente. As pessoas se aproveitam da sua juventude. Depois, acho que a gente vai conseguindo ganhar uma maturidade, um controle emocional, vai ficando tudo mais dosado. Mas parei de trabalhar um tempo. Fiquei um ano meio parado”.

O artista ainda reforça que o dinheiro não pode estar à frente de sua necessidade artística. “Se você escolhe ser artista, não pode colocar o dinheiro em primeiro lugar, porque aí você se anula. O norte não é o dinheiro, não, minha gente. Sempre tive essa consciência, desde que me percebi nesse ambiente. Você entende que não vai ter dinheiro, então acho que se esforça para fazer seu trabalho bem, para ter satisfação, pela beleza que acontece nele, pelo que é apresentado, pelo retorno, quando as pessoas chegam para falar com você, para dizer como aquilo mexeu [com elas]. Isso é muito importante, mas não quero parecer piegas, dinheiro é uma necessidade”. A matéria completa está disponível no site da TPM.

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