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Laboratórios de Ciências da Natureza do Colégio Ari de Sá apostam na experimentação como método de aprendizagem

20 jul 2019 | Notícias

Por Lucas Magno

Por definição, a área de Ciências da Natureza se dedica ao estudo da natureza e dos elementos que a compõem. Um campo muito complexo, visto que os fenômenos da física, química e biologia explicam o surgimento da vida. Porém, na sala de aula, nem sempre as fórmulas, os cálculos e os compostos que envolvem as três disciplinas conseguem atrair o interesse dos alunos. É neste momento que os laboratórios de Ciências entram em ação para transformar conceitos em experimentação.

Para o professor e chefe do departamento de Física do Colégio Ari de Sá, Leandro Herston, não há como disassociar as Ciências da Natureza da experiência. “A área de Ciências da Natureza é essencialmente experimental. Não se pode fazer ciência sem estar dentro do laboratório. A prática gera uma espécie de inquietação no aluno e ele passa a se perguntar: “Por que isso acontece?”.

A fala de Leandro vai ao encontro do que acredita o Colégio Ari de Sá. Em cada uma das unidades da escola, localizada em Fortaleza, os alunos contam com o suporte de três laboratórios – um para cada disciplina da área. Enquanto o professor explana o conteúdo teórico na sala de aula, um professor de laboratório e um assistente preparam os experimentos para as aulas práticas, que são planejadas de acordo com as temáticas abordadas por cada série.

Os alunos acompanham atentamente a explicação do professor Hugo Oliveira sobre o conteúdo de ecologia

O laboratório de Química, por exemplo, é um verdadeiro espaço de criação, onde os alunos realizam procedimentos como separação de misturas e produção de sabão. Com um vasto acervo de substâncias e kits de compostos químicos, boa parte deles importados, o local também é precioso para os alunos participantes de olimpíadas científicas, que irão aplicar o conhecimento em competições nacionais e internacionais.

Alunos colocam “a mão na massa” e participam de oficina de criação de sabão, com professor Luís Dantas

De acordo com a professora e chefe do departamento de Ciências, Delziluci Macedo, o que instiga os estudantes a se interessarem pelo laboratório é a curiosidade. “Eles querem saber o porquê. Eles chegam no laboratório como uma criança descobrindo o mundo. São muito curiosos e estão abertos para aprender”. Nas aulas, constantemente os alunos são instigados a debruçar-se sobre a natureza. Junto com os professores, eles acompanham ao vivo como funciona o processo de fotossíntese, realizam dissecação de peixes e entendem melhor a importância da vegetação para o meio ambiente.

>> LEIA TAMBÉM: O exemplo do Colégio Ari de Sá: Como a tecnologia está revolucionando a experiência dentro de sala de aula

Profª Delziluci prende a atenção dos alunos com a observação das estruturas de reprodução das plantas no laboratório de Ciências

O professor do laboratório de Física, Anderson Silva Mariano, conta que as atividades são divertidas porque empolgam os estudantes no momento do aprendizado e instigam a criatividade. “Nós conseguimos prender a atenção do aluno. Eles ficam encantados. A gente tem o apoio dos professores de sala de aula, eles nos dão suporte, e os alunos se empolgam”, diz.

Professor Anderson Silva apresenta aos alunos o conteúdo de Calorimetria através da demonstração de práticas onde os alunos observam a transmissão de calor

Anderson dá o exemplo de um projeto recente que foi montado durante a aula de laboratório de Física para os alunos do oitavo ano. Os estudantes receberam o desafio de criar circuitos eletrônicos e apresentar aos colegas de classe. A ideia deu tão certo que o projeto foi apresentado na Feira de Tecnologia e Cultura do colégio, a FETEC. 

O resultado de exercitar a experimentação é o bom desempenho nas notas, como nos explica a Coordenadora de Ensino da área de Ciências da Natureza do Colégio Ari de Sá, Ana Amélia de Holanda. “Fica mais fácil para o aluno compreender o assunto quando tem aliada a teoria com a prática porque quando ele lê uma questão da avaliação, imediatamente lembra como foi feito o experimento e como se chegou ao resultado”, aponta.

Segundo o professor Leandro Herston, ao incentivar o uso dos laboratórios de Ciências da Natureza na fixação do conteúdo, o Ari de Sá busca tornar o processo de aprendizado lúdico e natural. “Quando você traz o aprendizado para o lúdico, onde você torna esse aprendizado mais leve, ele fica mais natural. Então a proposta tem sido essa: tornar esse aprendizado o mais natural possível, mostrar que ele não precisa ser encarado como algo pesado, mas que pode ser natural e divertido”, pontua.

Fotos: Divulgação

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