Assim como todo o mercado de moda, o jornalismo também passou por mudanças significativas na última década. As redes sociais democratizaram a informação e os e-commerces transformaram – para melhor – o modo como as roupas são consumidas, trazendo a necessidade de análises rotineiras, afim de entender essa metaformose fashion.

Em meio a esse turbilhão de novidades, nomes como o de Maria Prata fazem a diferença no compartilhamento de conhecimento. Maria é jornalista e tem no currículo passagens por revistas como Vogue e Harper’s Bazaar Brasil, além de já ter assumido o cargo de editora do canal Fashion TV e palestrar sobre temas atuais e relevantes. Hoje ela apresenta o programa Mundo S/A, na Globo News, e tem acesso a um universo de pesquisas e depoimentos de profissionais que fazem bonito na moda, na cultura e nos negócios. Por isso sua participação no MaxiModa 2018 é tão importante: Maria vem para somar, com um estudo dessas transformações que só quem presenciou de perto pode dividir com os participantes.

Clique de André Brandão

Em conversa com o Galeria MT, a apresentadora comentou sobre os movimentos da moda contemporânea. “Assim como todos os mercados, a moda tem passado por grandes transformações. A maior delas é a pulverização dos desejos. Hoje, as tendências não são mais ditadas apenas por grandes marcas, mas sim por marcas menores, cada uma em seu nicho de atuação. Um reflexo desse movimento, por exemplo, é que as grandes marcas de luxo estão fazendo parcerias com marcas menores e/ou trazendo elas pra dentro de casa (vide a parceria da Louis Vuitton com a Supreme e a contratação de Virgil Abloh como diretor criativo do masculino). O see now, buy now é um movimento interessante, mas, como percebemos nos últimos anos, não funciona para qualquer marca, o que faz com que cada empresa tenha uma estratégia própria de lançamento”, revela.

No universo em que Maria está inserido, as mídias sociais são poderosas armas de comunicação, mas que, para ela, tem suas armadilhas. “Atualmente eu uso mais para receber informação do que para me comunicar. Acho que as armadilhas são muitas, mas, principalmente, para quem segue loucamente as redes: acreditar que toda aquela felicidade, aquelas vidas perfeitas existem mesmo pode ser bem angustiante. Não é à toa que estamos passando por uma epidemia de suicídio global. A vida dos outros parece muito mais interessante do que a nossa. “O que há de errado comigo, que não vivo tantas alegrias diárias?” – esse pensamento é o motor da angústia de toda uma geração. Para quem posta, o perigo é não saber o limite. Viver é bem mais importante que postar, afinal, mas pouca gente sabe disso”, pontua.

Maria entrevistando Gisele Bündchen, para o programa Fantástico

Toda essa conversão que o mercado tem sentido de maneira efetiva é um dos temas que a jornalista vai abordar no dia 30 de agosto, no MaxiModa 2018, e ela está ansiosa. “Estou animada! A encomenda foi falar um pouco sobre minha carreira e outro pouco sobre as mudanças que o mercado de moda tem sofrido. No fim, é um bate-papo sobre temas que tem interessado a todos os que se interessam por moda. Espero que gostem!”, finaliza Maria, convidando todos para esse dia de bate-papo, troca e conexão, a ser realizado no Teatro RioMar Fortaleza.

Durante as coberturas da jornalista nas semanas de moda internacionais 

Além de Maria Prata, participam do MaxiModa 2018 Daniel Cunha, fundado do site de e-commerce básico.com; Fernanda Paiva, gerente de marketing da Natura; Lilian Pacce, editora de moda e Eva Farah, que faz parte do time da consultoria WGSN. Confira todas as informações sobre o evento e inscrições clicando AQUI.

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