Natural de Feira de Santana, na Bahia, o estilista Vitorino Campos cresceu em meio aos tecidos e linhas de costura da fábrica de uniformes da mãe. Naturalmente, seu interesse por moda sempre foi forte. Tanto que aos 16 anos, já administrava uma loja de roupas.

Formado em Design de Moda, o baiano é um dos grandes prodígios da moda atual. Em 2014, com apenas 26 anos, assumiu a direção criativa da marca Animale, onde permaneceu por cinco anos. Paralelo a isso, Vitorino mantém, desde 2008, uma marca homônima que ficou conhecida no mercado brasileiro por elevar a simplicidade ao nível máximo de sofisticação.

Em 2019, Vitorino Campos foi presença da 20ª edição do DFB Festival, onde participou de um talk sobre os novos profissionais da cena. Sua memória afetiva com o evento é antiga. Desfilou pela primeira vez no DFB Festival em 2010. Nove anos depois, Vitorino compartilha com o Site MT um pouco de suas impressões sobre a moda atual, que para ele, só existe em coletivo.

Confira!

Vitorino, você desfilou um coleção pela primeira vez no DFB Festival em 2010, quando ainda era uma promessa no mundo da moda. Nove anos depois, a sua visão sobre o mercado mudou?

A gente tá vivendo um momento em que, em um ano, já acontece muita coisa, imagina em nove anos. Fiquei muito perto da indústria, do negócio de moda como um todo durante esses anos, e isso foi muito importante para a minha carreira. Estamos entrando em um novo momento da moda em que acredito muito, mas eu tenho quase a mesma visão e a mesma essência daquela época.

Na sua opinião, como o DFB festival tem ajudado a moda a evoluir?

O design de moda tem o desafio de trabalhar com o negócio e também o desenvolvimento ao mesmo tempo. Todo suporte, claro, é bem-vindo. Eu tive esse suporte de várias formas, e o evento proporciona esses momentos com desfile, negócios, venda e showroom. Só em um evento desses acontecer, você já tem contato com várias pessoas, rola uma troca, isso possibilita mil caminhos.

Em abril, você foi nomeado embaixador de moda do Senac Rio. Como está sendo a experiência?

Estou super feliz. Foi um convite que eu recebi com todo carinho e, sem dúvida, o Senac tem uma responsabilidade e um compromisso de realmente estar preparando esses profissionais pro mercado de trabalho e, juntos, a gente vai fortalecer isso cada vez mais. Acho que esse é o papel do Senac, sabe, colocar pessoas capacitadas no mercado.

Você foi diretor criativo da Animale por cinco anos. O que absorveu de aprendizado?

Sem dúvida, é uma grande marca, com 70 pontos de venda no Brasil. Tive uma imersão profunda dentro do negócio de moda, foi uma grande escola, uma grande alegria. Finalizamos esse ciclo para um momento novo meu, de vida também, mas realmente é uma marca que eu admiro muito e tenho certeza que vai trilhar um caminho lindo.

Como você enxerga o futuro da moda no Brasil?

Eu acho que o futuro da moda é todos os profissionais muito unidos, trabalhando e entendendo onde a gente está inserido para criar essa moda pensando no nosso mercado, na nossa verdade, na nossa realidade com muita consciência.

Foto: Zee Nunes